ESPERAVA AMIGA NO BANHEIRO E ACABOU IMOBILIZADO: JOVEM DENUNCIA “MATA LEÃO” DE SEGURANÇA EM CASA NOTURNA DE SJC
Uma madrugada de diversão terminou na delegacia para um jovem de 22 anos que afirma ter sido imobilizado pelo pescoço e retirado à força por um segurança de uma casa noturna em São José dos Campos. Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz estava esperando uma amiga que havia entrado no banheiro feminino quando foi abordado pelo funcionário. O jovem relata que, depois de uma rápida conversa, o segurança teria passado o braço ao redor de seu pescoço, aplicado uma imobilização descrita como “mata leão” e o carregado nessa posição até a área externa do estabelecimento. O caso aconteceu por volta de 1h30 da madrugada de domingo, 23 de agosto, na Avenida Anchieta, no Jardim Nova América, e foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal, com autoria ainda desconhecida.
De acordo com a versão apresentada à polícia, o jovem havia ido à casa noturna acompanhado do namorado, de uma amiga e de outras pessoas. Em determinado momento, uma das mulheres do grupo, que segundo o relato estava bastante embriagada, decidiu utilizar o banheiro feminino. Preocupado com a condição da amiga, o rapaz a acompanhou até a entrada e permaneceu aguardando no hall localizado entre os banheiros masculino e feminino. A denúncia sustenta que ele não teria entrado no banheiro das mulheres e que apenas esperava a amiga retornar quando foi abordado pelo segurança.
Ainda conforme o boletim, o funcionário teria se aproximado e perguntado ao jovem se ele havia perdido alguma coisa. O rapaz respondeu que estava apenas esperando sua amiga sair do banheiro. A conversa, segundo a denúncia, mudou de tom quando o segurança teria informado que ele precisaria deixar aquela área e que seria retirado à força. O jovem contou à Polícia Civil que respondeu que não permitiria que o funcionário colocasse as mãos nele.
Foi então que, conforme a versão registrada pela vítima, ocorreu a imobilização. O segurança teria envolvido o pescoço do rapaz com o braço em um movimento que ele descreveu como “mata leão”. Ainda imobilizado, o jovem afirma que começou a ser carregado pelo estabelecimento até chegar à área externa. O boletim não identifica nominalmente o segurança apontado na denúncia, razão pela qual a autoria foi registrada inicialmente como desconhecida.
A situação, segundo o registro, não teria ocorrido sem testemunhas. O namorado da vítima, uma amiga e outras pessoas estavam próximas e teriam presenciado parte da abordagem. Esses relatos poderão ser importantes caso a Polícia Civil decida ouvir formalmente as pessoas que acompanhavam o jovem para confrontar as versões e esclarecer exatamente o que aconteceu entre a abordagem inicial no hall e a retirada do rapaz da casa noturna.
Nas informações divulgadas até esta segunda feira, 24 de agosto, não há detalhamento sobre eventuais ferimentos apresentados pelo jovem após a imobilização. Também não foi informado se ele precisou de atendimento médico, realizou exame de corpo de delito ou apresentava marcas no pescoço, escoriações ou outras lesões. Esses pontos poderão ser incorporados à apuração caso documentação médica ou laudo pericial sejam apresentados à Polícia Civil.
O boletim também menciona a empresa responsável pelo estabelecimento, mas o material divulgado não identifica publicamente a casa noturna nem o segurança citado na denúncia. Também não havia, nas informações disponíveis sobre o caso, uma versão pública do funcionário ou do estabelecimento sobre o episódio. Por isso, até o momento, a dinâmica descrita corresponde ao relato apresentado pelo jovem às autoridades e ainda deverá ser apurada.
A existência de testemunhas e a possibilidade de registros internos da casa noturna podem ajudar na reconstrução do episódio, embora não haja informação divulgada confirmando que imagens de câmeras já tenham sido solicitadas ou entregues aos investigadores. Também não foi informado se o segurança apontado pelo jovem já foi localizado ou identificado posteriormente.
Outro cuidado importante é em relação à motivação da abordagem. Embora o jovem estivesse acompanhado do namorado, não existe, nas informações divulgadas até agora, indicação de que a ocorrência tenha sido motivada por homofobia ou qualquer outra forma de discriminação. O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal, e eventual motivação deverá depender dos elementos reunidos durante a investigação.
O boletim eletrônico foi encaminhado à unidade policial responsável pela região para análise e continuidade dos procedimentos. Caberá agora à Polícia Civil verificar a versão da vítima, buscar a identificação do segurança, analisar eventuais testemunhos e demais elementos disponíveis para determinar as circunstâncias da abordagem e se houve prática criminosa.
Até a atualização mais recente, não havia informação de prisão relacionada ao episódio. O caso permanece em apuração e o segurança mencionado pelo jovem não teve a identidade divulgada.


