MISTÉRIO NO LITORAL DE SP: PINTOR RECEBE LIGAÇÃO ÀS 23H, SAI DE BICICLETA PARA VER SERVIÇO E DESAPARECE
Uma ligação recebida por volta das 23h, uma saída de bicicleta para verificar um possível serviço de pintura e, depois disso, nenhum contato. O desaparecimento de Francisco Custódio da Silva Júnior, de 34 anos, mobiliza familiares e amigos em Peruíbe, no Litoral Sul de São Paulo. O pintor deixou a residência onde mora no bairro Jardim Brasil na noite de terça feira (18) e, desde então, não voltou para casa nem deu notícias.
Segundo familiares, Francisco estava com a esposa e a filha quando recebeu uma ligação relacionada a um possível trabalho. Após a conversa, informou que sairia para verificar o serviço, pegou sua bicicleta e deixou o imóvel. O que parecia ser um compromisso rápido acabou se transformando em dias de incerteza e preocupação para a família.
Um dos pontos que mais chamam atenção é justamente o telefonema recebido naquela noite. Os parentes afirmam que não sabem quem entrou em contato com Francisco e também não receberam dele informações detalhadas sobre o local para onde iria. A identidade de quem fez a ligação e o endereço do suposto serviço permanecem entre as principais perguntas que cercam o desaparecimento.
Quando saiu de casa, Francisco utilizava uma bicicleta verde clara, descrita pela família como de tonalidade semelhante à cor de abacate. Ele vestia calça de moletom preta, camisa branca e moletom azul. O pintor também levou o telefone celular.
Com a demora para retornar, familiares começaram a fazer ligações e enviar mensagens. Segundo os relatos, o celular passou a direcionar as chamadas para a caixa postal e as mensagens enviadas pelo WhatsApp deixaram de receber resposta.
A ausência prolongada aumentou a preocupação porque, conforme a família, Francisco não teria o costume de desaparecer ou permanecer muito tempo sem informar onde estava. Os parentes descrevem o pintor como alguém próximo da família e conhecido por moradores do Jardim Brasil.
Depois de aproximadamente um dia sem qualquer informação sobre seu paradeiro, o desaparecimento foi comunicado à polícia. Desde então, familiares e amigos passaram a divulgar fotografias e características de Francisco na tentativa de encontrar pessoas que possam ter visto o pintor depois que ele deixou a residência.
Até o momento, a bicicleta utilizada por ele também não foi localizada.
A família afirma não ter conhecimento de ameaças, conflitos recentes ou qualquer situação que pudesse explicar o desaparecimento. Antes de sumir, Francisco estaria vivendo uma rotina normal e fazendo planos pessoais. Ele havia conseguido recentemente a carteira de habilitação e pretendia adquirir uma motocicleta.
As circunstâncias envolvendo a saída para um possível serviço tornam o telefonema recebido pouco antes do desaparecimento uma informação considerada importante para o esclarecimento do caso.
Não há, até agora, informação oficial de que Francisco tenha sido vítima de algum crime. Também não foram divulgadas prisões ou a localização do aparelho celular. Qualquer hipótese sobre o que aconteceu ainda depende da investigação.
Enquanto não surgem respostas, a família tenta reconstruir os últimos passos do pintor e descobrir se alguém o viu circulando de bicicleta depois das 23h daquela terça feira.
A principal pergunta permanece sem resposta: quem telefonou para Francisco e para onde ele foi depois que deixou sua casa naquela noite?
Familiares pedem que qualquer pessoa que tenha visto Francisco, sua bicicleta ou que possua alguma informação sobre seu paradeiro procure as autoridades e contribua com as buscas.


