SAIU DA HAVAN E DEU DE CARA COM A POLÍCIA: MULHER DE 64 ANOS É PRESA E OUTROS PRODUTOS LEVANTAM SUSPEITA DE NOVOS FURTOS
Uma mulher de 64 anos acabou presa em flagrante justamente quando deixava uma unidade da Havan em Resende, no Sul Fluminense, na quinta-feira (20). A prisão, realizada por agentes da 89ª Delegacia de Polícia, não aconteceu por acaso. Segundo a Polícia Civil, a suspeita já vinha sendo acompanhada pelos investigadores, que monitoravam seus passos e aguardaram o momento da saída do estabelecimento para realizar a abordagem.
Durante a revista, os policiais encontraram diversos produtos dentro da mochila da mulher. De acordo com a investigação, os itens teriam sido retirados da Havan sem que o pagamento fosse realizado.
O flagrante, porém, abriu uma nova frente de investigação.
Além das mercadorias atribuídas à loja de departamentos, os agentes encontraram outros produtos com a suspeita. Parte dos objetos ainda apresentava etiquetas e não estava acompanhada de notas fiscais. A situação levantou a possibilidade de que os itens possam ter sido retirados de outros estabelecimentos comerciais de Resende.
Agora, a Polícia Civil tenta descobrir de onde vieram essas mercadorias e se a mulher pode estar relacionada a outros furtos ocorridos na cidade.
Segundo informações divulgadas sobre a ocorrência, os investigadores já realizavam diligências antes da prisão. A movimentação da suspeita estava sendo acompanhada pela equipe da 89ª DP, o que permitiu aos agentes abordá-la no momento em que ela saía da Havan.
A polícia não informou publicamente o que levou ao início do monitoramento nem se havia alguma denúncia específica envolvendo a mulher. A corporação destacou, no entanto, que informações repassadas pela população e o trabalho de inteligência têm auxiliado na identificação de suspeitos e no esclarecimento de crimes na região.
Depois da abordagem, a mulher foi conduzida à delegacia, onde a ocorrência foi registrada e a prisão em flagrante formalizada.
Até o momento, não foram divulgados o nome da suspeita, a quantidade total de produtos apreendidos nem o valor das mercadorias que teriam sido retiradas da Havan.
Também não foi informado quais tipos de objetos estavam dentro da mochila ou quais seriam os produtos adicionais encontrados com a mulher.
Essa segunda parte da apreensão é justamente o ponto que agora chama a atenção dos investigadores. Como havia objetos etiquetados e sem comprovação de compra, a Polícia Civil trabalha para identificar os respectivos estabelecimentos de origem e verificar se existem boletins de ocorrência ou registros de furtos que possam estar relacionados ao material recuperado.
Caso seja confirmada a procedência ilícita de outros itens, a investigação poderá apontar que o episódio registrado na Havan não foi uma ocorrência isolada.
Até o momento, porém, essa possibilidade permanece sob investigação. A polícia ainda não confirmou que a mulher tenha praticado outros furtos na cidade.
Também não foi divulgado se câmeras internas ou externas da Havan registraram a movimentação da suspeita dentro do estabelecimento. Imagens de monitoramento, caso tenham sido entregues às autoridades, podem ajudar a esclarecer a dinâmica da retirada dos produtos.
A polícia também não informou se a mulher possui antecedentes criminais ou registros anteriores por crimes contra o patrimônio.
Curiosamente, a prisão aconteceu no mesmo dia em que a 89ª DP atuou em outra ocorrência envolvendo suspeita de furtos no comércio de Resende. Uma mulher de 46 anos foi localizada após denúncia anônima e estava com diversas peças de roupas ainda com etiquetas e sem notas fiscais.
Até agora, não existe qualquer informação oficial indicando que os dois casos tenham ligação ou que as mulheres atuassem juntas. As ocorrências são tratadas separadamente pela Polícia Civil.
No caso da mulher de 64 anos, o que começou como um flagrante na saída da Havan pode ganhar proporções maiores dependendo da origem dos demais produtos apreendidos.
A 89ª DP agora trabalha para confrontar as mercadorias encontradas com registros de estabelecimentos comerciais da cidade e verificar se outros comerciantes foram vítimas de furtos.
A mulher permaneceu à disposição da Justiça após os procedimentos na delegacia. Até a última atualização, não haviam sido divulgadas informações sobre eventual decisão tomada em audiência de custódia.
A investigação também deverá tentar esclarecer há quanto tempo a suspeita vinha sendo monitorada, quais circunstâncias motivaram o acompanhamento policial e se outras ocorrências registradas recentemente no comércio de Resende apresentam alguma ligação com ela.


