Domingo, Agosto 16, 2026
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NÃO RESISTIU: IDOSO QUE TEVE ATÉ 90% DO CORPO QUEIMADO EM INCÊNDIO MORRE APÓS DIAS INTERNADO


A luta pela vida de Luiz Henrique Alves, de 73 anos, chegou ao fim após o idoso sofrer queimaduras extremamente graves durante um incêndio ocorrido em uma residência no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Varginha, no Sul de Minas Gerais. A vítima permaneceu internada em estado considerado gravíssimo depois que as chamas atingiram grande parte de seu corpo, mas não resistiu à extensão dos ferimentos.

O acidente aconteceu na quinta feira, 13 de agosto, durante o horário do almoço. Conforme as informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros, Luiz Henrique tentava acender um fogareiro utilizando um líquido inflamável quando as chamas começaram. A situação rapidamente ganhou proporções graves e resultou em queimaduras em praticamente todo o corpo do idoso.

As circunstâncias exatas que provocaram o incêndio ainda deverão ser esclarecidas. A dinâmica relatada inicialmente indica que o fogo começou no momento em que o líquido inflamável era utilizado para auxiliar no acendimento do fogareiro. O caso chamou a atenção principalmente pela gravidade das queimaduras sofridas pela vítima e pela rápida evolução de seu estado clínico.

Logo após o incêndio, equipes de emergência foram acionadas para prestar atendimento ao idoso. A primeira avaliação feita pelos bombeiros apontou que aproximadamente 80% da superfície corporal de Luiz Henrique havia sido atingida pelas queimaduras. O percentual já indicava uma situação médica extremamente delicada, especialmente em razão da idade da vítima.

Após receber os primeiros socorros, o idoso foi levado para atendimento hospitalar. Diante da gravidade do quadro, Luiz Henrique acabou sendo transferido para a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, unidade que recebeu o paciente para continuidade do tratamento.

Durante a internação, os médicos realizaram uma nova avaliação da extensão das lesões. A estimativa inicial de aproximadamente 80% foi revista e os profissionais apontaram que as queimaduras poderiam ter atingido cerca de 90% do corpo de Luiz Henrique. A atualização demonstrou que o quadro era ainda mais grave do que inicialmente constatado.

A extensão das queimaduras representava um dos principais desafios enfrentados pela equipe responsável pelo tratamento. Em pacientes com grandes áreas corporais atingidas, o organismo enfrenta dificuldades para manter funções importantes, além do aumento dos riscos relacionados à perda de líquidos, infecções e comprometimento geral do quadro clínico.

O médico clínico geral Giovanni Rossi explicou, durante entrevista concedida à EPTV na sexta feira, 14 de agosto, que a idade avançada também era um fator que dificultava a recuperação do paciente. Segundo o profissional, tanto a idade de Luiz Henrique quanto a extensão das queimaduras eram elementos determinantes para o prognóstico.

O médico informou ainda que Luiz Henrique dependia de suporte contínuo para a manutenção de funções vitais. O estado de saúde permanecia considerado gravíssimo e exigia acompanhamento permanente da equipe médica da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso.

Apesar de toda a assistência prestada durante a internação, o organismo do idoso não conseguiu superar as consequências provocadas pelas queimaduras. A morte de Luiz Henrique Alves foi confirmada após o período de internação, encerrando uma luta pela sobrevivência que começou desde o momento do incêndio.

O corpo da vítima foi encaminhado para Lambari, também no Sul de Minas Gerais. O sepultamento aconteceu na tarde de sábado, 15 de agosto, no Cemitério Municipal de Lambari.

O caso passou a ser investigado para esclarecer todos os detalhes relacionados ao início do incêndio e às circunstâncias em que o líquido inflamável teria sido utilizado. As informações iniciais apontam para um acidente ocorrido durante a tentativa de acender o fogareiro.

A ocorrência reforça o risco associado ao uso de líquidos inflamáveis próximo a fontes de calor ou chamas. Produtos dessa natureza podem provocar combustão repentina e espalhar o fogo rapidamente, tornando acidentes domésticos potencialmente graves em questão de segundos.

Luiz Henrique Alves tinha 73 anos e permaneceu internado em estado gravíssimo depois de sofrer queimaduras que, segundo avaliação médica, poderiam alcançar aproximadamente 90% de seu corpo. Mesmo com o acompanhamento hospitalar e o suporte necessário para a manutenção das funções vitais, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Foto: Reprodução EPTV

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