Quarta-feira, Agosto 12, 2026
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CIGARRO DE MACONHA SOB A CAMA: BEBÊ DE 11 MESES INGERE DROGA E CASO VAI PARAR NA POLÍCIA


Um episódio dentro de casa terminou com um bebê de apenas 11 meses levado às pressas para atendimento médico na noite de segunda feira, 10 de agosto, em Poços de Caldas, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Militar, a criança teve acesso a um cigarro de maconha que havia sido deixado pela mãe em um cinzeiro debaixo da cama, esfarelou parte do material e colocou a substância na boca. O bebê permaneceu sob observação na Unidade de Pronto Atendimento e, conforme a equipe médica, estava estável.

A mãe, de 24 anos, relatou aos policiais que havia utilizado o cigarro anteriormente e, depois, colocou o restante dentro de um cinzeiro. Segundo sua versão, ela deixou o recipiente embaixo da cama justamente por acreditar que aquele seria um local fora do alcance do filho. A situação, no entanto, ocorreu de maneira diferente do que havia imaginado.

Ainda conforme o registro policial divulgado, o bebê conseguiu alcançar o local onde estava o cinzeiro, retirou o cigarro, começou a desfazer o material e levou parte dele à boca. Ao perceber o que havia acontecido, a mãe decidiu procurar atendimento médico.

A criança foi então levada para a UPA de Poços de Caldas. Diante da informação de que um bebê com menos de um ano poderia ter ingerido uma substância entorpecente, a médica responsável pelo atendimento acionou a Polícia Militar para comunicar o episódio.

Apesar da preocupação provocada pela situação, a informação divulgada posteriormente pela equipe médica foi de que o bebê apresentava quadro estável. A criança permaneceu na unidade sob avaliação e cuidados dos profissionais de saúde para acompanhamento de qualquer possível reação decorrente da ingestão.

A ocorrência também mobilizou o Conselho Tutelar, que compareceu à unidade de saúde e passou a acompanhar o caso. Segundo informações divulgadas nesta terça feira, 11 de agosto, o órgão deverá avaliar as condições de cuidado oferecidas à criança e acompanhar a família dentro de suas atribuições de proteção.

Uma informação complementar obtida na apuração é que a mãe não foi presa em flagrante. Conforme o registro policial reproduzido por veículo local, os policiais não identificaram naquele momento elementos indicando que ela tivesse fornecido a droga intencionalmente ao bebê. O episódio foi tratado inicialmente como uma situação que pode envolver negligência nos deveres de cuidado e que ainda precisa ser devidamente apurada.

Isso não encerra, porém, a análise do caso. A ocorrência deverá seguir para a Polícia Civil, responsável por avaliar as circunstâncias e verificar se existe eventual responsabilidade legal relacionada à forma como a substância foi armazenada e acabou acessível à criança.

A versão apresentada pela mãe será um dos elementos considerados. Ela sustentou que tentou manter o cigarro longe do bebê ao colocá lo embaixo da cama, sem imaginar que a criança conseguiria alcançar o cinzeiro. A investigação poderá analisar, entre outros pontos, o ambiente em que o material estava guardado e as circunstâncias que permitiram o acesso do bebê.

Até as informações públicas disponíveis na noite desta terça feira, 11 de agosto, não havia indicação de agravamento do quadro clínico da criança. Também não foi divulgado quanto da substância teria sido efetivamente ingerido pelo bebê ou por quanto tempo ele deverá permanecer sob acompanhamento médico.

O caso agora segue por duas frentes. Na área da saúde, a criança continua sendo acompanhada após o contato com a substância. Na área de proteção e investigação, Conselho Tutelar e Polícia Civil deverão avaliar as circunstâncias do episódio e as medidas necessárias para garantir a segurança do bebê.

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