CASO MARCUS VINICIUS: QUATRO ACUSADOS SERÃO JULGADOS EM NOVEMBRO PELO CRIME QUE CHOCOU CRUZEIRO
Mais de quatro anos depois do assassinato de Marcus Vinicius de Almeida, de 33 anos, a Justiça definiu a data em que quatro homens acusados de envolvimento no crime serão levados ao Tribunal do Júri em Cruzeiro. O julgamento está marcado para o dia 16 de novembro de 2026, às 9h30, e deverá colocar diante dos jurados Gabriel Lucas Círcio de Morais, Guilherme Vital Toledo, Felipe de Menezes Soca e Paulo Henrique Batista.
A decisão foi assinada na segunda feira, 10 de agosto, pelo juiz José Marques de Lacerda, da Vara Criminal de Cruzeiro. Os quatro acusados já haviam sido pronunciados pela Justiça em setembro de 2025, quando foi determinado que responderiam perante o Tribunal do Júri pelas acusações relacionadas à morte do vendedor de churros.
Marcus Vinicius foi assassinado na noite de 16 de julho de 2022, na Praça 9 de Julho, região central de Cruzeiro. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil na época, ele estava no local quando uma pessoa em uma motocicleta passou e efetuou disparos de arma de fogo.
O vendedor foi atingido e chegou a receber atendimento do Corpo de Bombeiros. Ele foi colocado em uma viatura de resgate e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o trajeto para o hospital.
Marcus tinha 33 anos e era conhecido na cidade pelo trabalho como vendedor de churros. Ele deixou uma filha que tinha sete anos na época do assassinato. Após a morte, o corpo foi velado no Velório Municipal de Cruzeiro e sepultado no dia seguinte no Cemitério de Pinheiros, em Lavrinhas.
O crime passou a ser investigado pela Polícia Civil, que realizou diligências para identificar os envolvidos e esclarecer a participação atribuída a cada um deles. Com o avanço da investigação e posteriormente do processo criminal, quatro homens passaram a responder judicialmente pelo homicídio.
Gabriel Lucas Círcio de Morais foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. As mesmas qualificadoras foram reconhecidas na decisão de pronúncia envolvendo Guilherme Vital Toledo.
Felipe de Menezes Soca e Paulo Henrique Batista também irão ao Tribunal do Júri. No caso deles, a decisão de pronúncia aponta as qualificadoras de emprego de meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa de Marcus.
A decisão de pronúncia não representa uma condenação antecipada. Ela significa que a Justiça entendeu haver elementos suficientes para que as acusações sejam apreciadas pelo Tribunal do Júri. Durante o julgamento, caberá aos jurados analisar as provas apresentadas pela acusação e pelas defesas e decidir sobre a responsabilidade criminal de cada réu.
O júri previsto para novembro deverá revisitar os principais elementos reunidos ao longo dos mais de quatro anos decorridos desde o assassinato. Testemunhos, documentos, provas produzidas durante a investigação e demais elementos do processo poderão ser apresentados e debatidos durante a sessão.
Também caberá ao Conselho de Sentença analisar as qualificadoras atribuídas aos acusados. Gabriel e Guilherme chegam ao julgamento respondendo por três qualificadoras, enquanto Felipe e Paulo respondem por duas, conforme estabelecido na decisão que os enviou ao Tribunal do Júri.
O assassinato de Marcus aconteceu em um dos pontos mais conhecidos da área central de Cruzeiro e ganhou grande repercussão na cidade. A vítima trabalhava vendendo churros e estava na Praça 9 de Julho quando foi surpreendida pelos disparos.
Desde aquele 16 de julho de 2022, o processo percorreu diferentes etapas até chegar à definição do julgamento popular. A pronúncia dos quatro acusados ocorreu em setembro de 2025 e, agora, a decisão assinada em 10 de agosto de 2026 estabelece a data para uma das fases mais importantes do processo.
No próximo 16 de novembro, pouco mais de quatro anos depois dos disparos que tiraram a vida de Marcus Vinicius, os quatro acusados deverão estar diante dos jurados em Cruzeiro. Será o Conselho de Sentença quem decidirá, a partir das provas e argumentos apresentados durante o julgamento, o desfecho das acusações formuladas contra cada um dos réus.


