Sábado, Agosto 8, 2026
Cidades

CARRO LIGADO, FARÓIS ACESOS E UMA CORRIDA APÓS OS TIROS: NOVOS DETALHES CERCAM MORTE DE “SIRI” EM UBATUBA


Um carro encontrado com o motor ligado e os faróis acesos, cinco cápsulas de calibre .38 espalhadas pelo local e o relato de um pai que afirma ter visto o próprio filho correndo com uma bolsa logo depois dos disparos estão entre os novos elementos apurados pela Polícia Civil na investigação da morte de José dos Reis Souza Costa, de 52 anos, conhecido como “Siri”, em Ubatuba. O homem foi encontrado morto na noite de quinta-feira, dia 6 de agosto, na Rua El Shaday, na região dos bairros Marafunda e Mato Dentro, e o principal suspeito ainda não havia sido localizado até a última atualização.

A Polícia Militar foi acionada após moradores relatarem disparos em via pública. Quando as equipes chegaram ao endereço, encontraram José caído no chão e sem sinais vitais. O atendimento médico confirmou a morte ainda no local. A perícia constatou sete perfurações provocadas por disparos de arma de fogo em regiões vitais do corpo.

Apesar das sete perfurações, os investigadores localizaram cinco cápsulas deflagradas de calibre .38 nas proximidades. Por esse motivo, a quantidade exata de disparos ainda depende da conclusão dos exames periciais. As cápsulas foram encontradas em uma área compreendida entre o ponto onde estava o corpo e uma residência relacionada ao principal investigado.

Na cintura de José, os policiais encontraram uma faca com cabo de madeira. Próximo ao corpo também estava um aparelho celular contendo documentos que auxiliaram na identificação da vítima. Até o momento, não há informação apontando que a faca tenha sido utilizada durante o episódio.

As diligências realizadas logo após o homicídio levaram os policiais até um veículo relacionado ao homem apontado como principal suspeito. O automóvel foi encontrado em frente à residência do pai dele, com o motor ainda funcionando e os faróis acesos.

O suspeito, entretanto, não estava mais no local.

O pai do investigado prestou depoimento à polícia e apresentou uma informação considerada relevante para a reconstrução dos momentos posteriores aos disparos. Segundo seu relato, ele teria visto o filho correndo em direção à residência logo depois de ouvir os tiros.

Ainda conforme o depoimento, o homem carregava uma bolsa enquanto corria. Pouco depois, teria deixado o local e não foi mais encontrado pelas equipes que participaram das buscas.

O conteúdo da bolsa mencionada pelo pai não foi esclarecido e também não há confirmação de que nela estivesse a arma utilizada no homicídio. A arma responsável pelos disparos não havia sido localizada até a última atualização.

A Polícia Civil trabalha com um homem identificado inicialmente como Edimilson como principal investigado. Publicações sobre o caso apresentam divergência em relação à idade dele, razão pela qual esse dado ainda depende de confirmação oficial.

As investigações também passaram a analisar um possível desentendimento envolvendo relacionamentos pessoais.

Uma mulher ouvida pela Polícia Civil contou que manteve uma união com José durante aproximadamente sete anos. Segundo o depoimento, os dois estavam separados havia cerca de quatro meses, mas continuavam dividindo a mesma residência por causa dos dois filhos, de 2 e 4 anos.

Depois da separação, ela teria iniciado um relacionamento com o homem que agora aparece como principal investigado do homicídio.

A testemunha relatou aos policiais que, antes do crime, ocorreram desentendimentos e troca de mensagens entre José e o atual companheiro dela. Segundo a versão apresentada no depoimento, José teria feito ameaças ao investigado e afirmado que iria matá lo.

Essas declarações ainda precisam ser confrontadas com mensagens, registros telefônicos, depoimentos de outras testemunhas e demais provas reunidas durante o inquérito. Até o momento, a Polícia Civil não apresentou uma conclusão definitiva sobre a motivação do homicídio.

A mulher também fez relatos sobre comportamentos agressivos que atribuiu a José durante o relacionamento. Essas declarações fazem parte do depoimento prestado à investigação e ainda deverão ser analisadas juntamente com os demais elementos do caso.

Os celulares relacionados aos envolvidos ganharam importância na apuração. A Polícia Civil determinou a análise dos aparelhos para verificar mensagens, chamadas e outros registros que possam ajudar a estabelecer o que aconteceu nas horas anteriores ao homicídio.

Os investigadores também procuram imagens de câmeras de segurança instaladas na região. Os registros poderão ajudar a identificar movimentações de veículos e pessoas, além do trajeto utilizado pelo suspeito depois dos disparos.

A perícia realizada no local recolheu as cápsulas e outros vestígios que serão submetidos à análise técnica. Os laudos deverão auxiliar na identificação da dinâmica dos tiros, distância dos disparos e demais circunstâncias do homicídio.

O corpo de José também foi encaminhado para os exames necessários no Instituto Médico Legal.

Entre os pontos que a investigação ainda busca esclarecer estão a origem da arma, o número exato de disparos, o conteúdo da bolsa citada pelo pai do suspeito, os acontecimentos que antecederam o homicídio e o local para onde o investigado teria seguido após deixar a região.

Até a última atualização, o principal suspeito não havia sido localizado. Também não havia confirmação pública sobre a existência de mandado de prisão contra ele.

A Polícia Civil mantém o inquérito aberto e deverá realizar novas oitivas, analisar os celulares, buscar imagens de monitoramento e aguardar os resultados dos exames realizados pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal para avançar na apuração da morte de “Siri”.

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