ATAQUE DESESPERADOR: CÃO FRATURA MANDÍBULA DE FILHOTE E MORDE MENINA DE 11 ANOS EM SÃO JOSÉ
Um passeio que deveria ser tranquilo terminou em desespero, ferimentos e uma corrida por atendimento médico e veterinário no Jardim São José I, na Zona Leste de São José dos Campos. Uma filhote de golden retriever de apenas três meses foi violentamente atacada por um cão de grande porte, sofreu uma grave fratura na mandíbula e permanece internada à espera de uma cirurgia. Durante a tentativa de salvar o animal, uma menina de 11 anos também foi mordida nos braços e em uma das mãos.
O ataque aconteceu na terça-feira, dia 4 de agosto, enquanto a assistente de farmácia Erica Gomes passeava com a filhote Cloe na companhia da vizinha, a cabeleireira Roberta Miranda. O grupo caminhava pelo bairro quando o outro cão conseguiu sair de uma residência e avançou pela rua em direção à cadela.
Segundo Erica, inicialmente o animal não apresentou um comportamento que despertasse preocupação. Ele teria se aproximado de maneira aparentemente tranquila, fazendo com que as mulheres não percebessem imediatamente o risco que estava diante delas.
Em poucos segundos, entretanto, a situação mudou completamente. O cão avançou contra Cloe e a agarrou pela região do pescoço. Por causa da diferença de tamanho e força entre os animais, a filhote não conseguiu escapar nem reagir ao ataque.
“Ele veio de uma forma amigável. Eu não imaginei que fosse atacar. Quando percebi, ele já estava pegando na jugular da minha cachorra. Foi quando eu e minha amiga entramos em desespero. Foi horrível. Nunca imaginei viver isso”, relatou Erica.
A confusão chamou a atenção dos moradores, que deixaram suas casas e correram para ajudar. As pessoas tentaram afastar o cão e fazê lo soltar a filhote, mas o animal permanecia agarrado a Cloe, aumentando o risco de ferimentos ainda mais graves.
O ataque durou poucos segundos, mas, para as pessoas que acompanharam a cena, o tempo pareceu muito maior. Gritos, pedidos de ajuda e tentativas de intervenção tomaram conta da rua enquanto a filhote era atacada e os moradores buscavam uma forma segura de interromper a agressão.
A situação somente foi controlada com a chegada do marido de Erica. Segundo a tutora, ele utilizou uma técnica de imobilização para conseguir fazer com que o cão soltasse Cloe. Após a intervenção, a filhote pôde ser retirada do local e levada para receber atendimento veterinário.
Em meio ao desespero, a filha de Erica, de 11 anos, também tentou ajudar. Ao se aproximar dos animais, a criança acabou sendo mordida e sofreu ferimentos nos braços e em uma das mãos.
A menina foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento do bairro Eugênio de Melo, onde recebeu os cuidados necessários. Ela foi avaliada pela equipe médica e posteriormente liberada para continuar a recuperação em casa.
A família não divulgou detalhes sobre a profundidade das mordidas ou sobre a necessidade de acompanhamento médico prolongado. Apesar do susto, a criança passa bem e permanece sob os cuidados dos familiares.
O estado de saúde de Cloe, porém, exige maior atenção. A filhote foi levada para uma clínica veterinária no bairro Novo Horizonte, onde exames constataram uma fratura grave na mandíbula.
De acordo com a família, a força das mordidas provocou o deslocamento do osso. A cadela deverá passar por um procedimento cirúrgico para a reconstrução da mandíbula e permanece internada sob observação da equipe veterinária.
Além da fratura, os profissionais avaliam possíveis complicações relacionadas às perfurações causadas pelos dentes do outro animal. Ferimentos desse tipo podem atingir tecidos internos e exigir acompanhamento constante durante a recuperação.
Por ter apenas três meses, Cloe ainda está em fase de crescimento. A pouca idade aumenta a preocupação da família com possíveis consequências para a alimentação, a mastigação e o desenvolvimento da estrutura óssea da filhote.
Os veterinários acompanham o quadro para definir todos os procedimentos necessários antes e depois da cirurgia. A recuperação poderá exigir medicamentos, alimentação adaptada, consultas frequentes e novos exames para avaliar a consolidação da mandíbula.
Segundo Erica, os gastos com atendimento emergencial, exames, internação e cirurgia já ultrapassam R$ 5 mil. A família tem recebido ajuda de amigos e pessoas próximas para conseguir manter o tratamento da filhote.
O ataque também causou forte abalo emocional nos envolvidos. Além da preocupação com Cloe, Erica acompanha a recuperação da filha, que ficou ferida justamente ao tentar proteger o animal de estimação da família.
O episódio foi registrado por uma câmera de segurança instalada na região. As imagens mostram o cão descendo a rua e avançando contra a filhote, além da mobilização dos moradores para interromper o ataque.
O responsável pelo cão agressor informou que procura uma nova pessoa para assumir os cuidados do animal. Não foi esclarecido como o cachorro conseguiu sair da residência nem se o portão estava aberto ou apresentava alguma falha.
Também não foram divulgadas informações sobre eventuais episódios anteriores envolvendo o mesmo cão. A família de Cloe não informou se houve registro formal da ocorrência ou se foram discutidas medidas relacionadas ao pagamento das despesas veterinárias e médicas.
A tentativa de encontrar um novo tutor, por si só, não encerra as preocupações relacionadas ao comportamento do animal. A situação exige avaliação responsável, condições adequadas de segurança e informações completas para que qualquer futuro responsável conheça as características e as necessidades do cão.
O caso também reforça a importância de impedir que animais tenham acesso livre às ruas, especialmente quando possuem porte e força capazes de causar ferimentos graves. Portões, muros, coleiras e outros meios de contenção precisam ser mantidos em condições seguras para proteger moradores, crianças e outros animais.
Quando ocorre uma briga entre cães, a tentativa de separação feita diretamente com as mãos pode colocar as pessoas em risco. No caso registrado em São José dos Campos, uma criança acabou ferida ao tentar ajudar, demonstrando como uma situação envolvendo animais pode rapidamente atingir também quem está ao redor.
Após o ataque, a rotina da família passou a ser dividida entre os cuidados com a menina e a expectativa pela cirurgia de Cloe. O passeio pelo bairro terminou com uma criança mordida, uma filhote gravemente ferida e despesas veterinárias que continuam aumentando.
A família espera que Cloe consiga passar pelo procedimento cirúrgico e recuperar os movimentos da mandíbula. Enquanto isso, amigos continuam colaborando com o tratamento e acompanhando a evolução da filhote.


