VIAGEM TERMININA NA POLÍCIA FEDERAL: CASAL DE VOLTA REDONDA É PRESO NO GALEÃO COM TIRZEPATIDA E PEPTÍDEOS IRREGULARES
Uma viagem entre Foz do Iguaçu e o Rio de Janeiro terminou com um casal ligado a Volta Redonda preso em flagrante pela Polícia Federal. O homem, de 53 anos, e a mulher, de 50, transportavam frascos de tirzepatida e peptídeos que, segundo os agentes, não possuíam registro sanitário nem a autorização exigida pela legislação brasileira.
A prisão aconteceu na tarde de terça-feira, dia 4 de agosto, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. O casal desembarcava de um voo comercial procedente de Foz do Iguaçu, no Paraná, quando foi abordado durante uma fiscalização realizada no terminal.
A inspeção foi conduzida por policiais federais da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Durante a verificação das bagagens, os agentes encontraram os frascos de medicamentos e substâncias que teriam sido transportados sem a documentação e os registros exigidos pelos órgãos responsáveis pela vigilância sanitária.
Diante da irregularidade, o material foi apreendido e o casal recebeu voz de prisão. Os dois foram encaminhados à unidade da Polícia Federal no aeroporto, onde a ocorrência foi formalizada e os procedimentos legais foram adotados.
Segundo as informações divulgadas, o homem e a mulher foram autuados sob suspeita de importação ilegal de medicamento sem registro no órgão de vigilância sanitária competente. Após a prisão, ambos permaneceram à disposição da Justiça.
A Polícia Federal informou que entre os produtos apreendidos estavam frascos de tirzepatida, substância utilizada em medicamentos indicados para o tratamento do diabetes e também associada ao processo de emagrecimento, além de peptídeos cuja procedência e composição deverão ser analisadas.
A tirzepatida não é uma substância completamente proibida no Brasil. Existem medicamentos com esse princípio ativo registrados e autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A irregularidade apontada no caso envolve os produtos específicos encontrados com o casal, que, segundo a Polícia Federal, não possuíam o devido registro e a autorização necessária.
Medicamentos sem procedência comprovada podem apresentar diferenças na composição, concentração, armazenamento e condições de transporte. Por isso, a entrada e a comercialização desses produtos estão sujeitas às regras sanitárias e à fiscalização dos órgãos competentes.
Não foi divulgada a quantidade total de frascos apreendidos, o valor estimado do material ou as marcas encontradas nas bagagens. Também não foi informado se os produtos seriam destinados ao uso pessoal, à distribuição para terceiros ou à comercialização.
A investigação deverá apurar onde os medicamentos foram adquiridos, como chegaram até Foz do Iguaçu e qual seria o destino final da carga. Os agentes também poderão analisar telefones, documentos, comprovantes de pagamento e outros elementos eventualmente recolhidos durante a abordagem.
A proximidade de Foz do Iguaçu com a fronteira deverá ser considerada durante a apuração, mas a Polícia Federal ainda não informou em qual país os produtos teriam sido comprados nem por qual caminho ingressaram no território brasileiro.
Os nomes dos dois presos não foram divulgados. As informações iniciais apontam que o casal é natural de Volta Redonda, no Sul Fluminense. Até a última atualização, não havia confirmação pública sobre o resultado da audiência de custódia ou sobre uma eventual concessão de liberdade provisória.
O material apreendido deverá ser encaminhado para os procedimentos técnicos necessários. As análises poderão confirmar a composição das substâncias, verificar possíveis adulterações e avaliar se os frascos foram transportados em condições adequadas de conservação.
As investigações continuam para identificar a origem dos produtos, possíveis fornecedores e o destino que seria dado aos medicamentos encontrados nas bagagens. O casal deverá responder às acusações apresentadas durante o processo, com direito à defesa.


