ATIROU ATÉ COM GUSTAVO NO CHÃO: POLÍCIA CAÇA SUSPEITO DE EXECUÇÃO EM SÃO JOSÉ
Uma conversa de poucos segundos terminou em uma execução brutal diante de uma residência no bairro Capuava, na região sudeste de São José dos Campos. Gustavo do Prado, de 32 anos, foi surpreendido a tiros e continuou sendo atingido mesmo depois de cair no chão. O homem apontado pela Polícia Civil como autor do crime teve a prisão temporária decretada e permanece foragido.
O homicídio aconteceu por volta das 2h47 da madrugada de domingo, dia 2 de agosto. Um automóvel parou em frente à casa de Gustavo e a vítima se aproximou para conversar com o motorista. Instantes depois, os primeiros disparos foram efetuados.
Após Gustavo ser atingido e cair, o atirador desceu do veículo, aproximou-se e continuou disparando à queima roupa. Somente depois de realizar diversos tiros, o criminoso retornou ao automóvel e fugiu, deixando a vítima sem qualquer possibilidade de defesa.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas, mas Gustavo não resistiu. A morte foi constatada ainda no local e a área permaneceu preservada para o trabalho da perícia criminal.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou Daniel Wilson de Souza, de 36 anos, como suspeito de executar Gustavo. A Vara do Júri de São José dos Campos decretou a prisão temporária do investigado pelo prazo de 30 dias.
Equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, realizaram diligências em diferentes endereços na tentativa de localizar Daniel. O veículo apontado como utilizado no crime foi encontrado, mas o investigado ainda não havia sido preso até a última atualização.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, Daniel já havia sido preso em 2022 por tentativa de homicídio e posse ilegal de arma de fogo. Na ocasião, ele recebeu liberdade provisória por decisão do Poder Judiciário.
O histórico anterior, entretanto, não representa condenação pelo assassinato de Gustavo. Daniel é investigado no novo caso e deverá responder às acusações apresentadas durante o inquérito, assegurado o direito de defesa.
A motivação da execução ainda não foi esclarecida. A Delegacia de Homicídios trabalha para descobrir o que teria provocado o ataque, qual era a relação entre Gustavo e o suspeito e se houve algum desentendimento anterior ao crime.
Durante os trabalhos no imóvel, os investigadores encontraram a porta da casa aberta, as luzes acesas e a televisão ligada. O cenário indica que Gustavo possivelmente estava dentro da residência momentos antes de sair para conversar com o motorista.
O telefone celular da vítima foi apreendido para análise. Projéteis e outros elementos encontrados na cena também foram recolhidos e encaminhados à perícia. Os investigadores esperam que o conteúdo do aparelho ajude a esclarecer conversas, contatos e acontecimentos anteriores ao homicídio.
O caso foi registrado inicialmente como homicídio qualificado. A investigação permanece em andamento para localizar o suspeito, esclarecer a motivação e verificar se outras pessoas tiveram alguma participação antes, durante ou depois da execução.
Dias antes de ser morto, Gustavo havia compartilhado com amigos o desejo de reconstruir sua vida espiritual. Segundo pessoas próximas, ele pretendia voltar a frequentar a igreja e retomar sua caminhada na fé.
Gustavo costumava encaminhar mensagens bíblicas, reflexões e áudios com pregações para familiares e amigos. A lembrança desse momento de transformação aumentou a comoção entre aqueles que conviviam com ele e acreditavam em seu desejo de recomeçar.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Daniel Wilson de Souza seja comunicada de forma anônima pelo telefone 197 ou pelo WhatsApp da Delegacia de Homicídios, no número (12) 3931-0220.

Foto/Montagem Sampi

