PACIENTE DENUNCIA TOQUES E FOTOS SEM CONSENTIMENTO: ESTUDANTE DE MEDICINA É PRESO EM HOSPITAL DE MG
Um atendimento hospitalar terminou em caso de polícia na madrugada desta segunda-feira, dia 3, em Alfenas, no Sul de Minas. Um estudante de medicina de 39 anos foi preso em flagrante após uma paciente denunciar que teria sido submetida a toques íntimos e fotografada sem consentimento dentro do Hospital Universitário Alzira Velano.
Segundo informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta da 1h para atender uma ocorrência de possível importunação sexual. A paciente relatou que havia sido examinada inicialmente por um médico e uma enfermeira. Depois desse primeiro atendimento, o estudante identificado como Alexandre Figueiredo teria entrado sozinho no quarto onde ela permanecia.
Conforme o relato apresentado às autoridades, o estudante pediu que a paciente exibisse novamente as partes íntimas. Ela afirmou que, sem sua autorização, ele realizou contato físico na região genital e não utilizava luvas de procedimento durante o suposto exame.
A mulher também declarou que teria sido fotografada sem consentimento. Ainda segundo a denúncia, o estudante fez perguntas de caráter pessoal que provocaram constrangimento durante o atendimento.
A Polícia Militar foi chamada e conduziu o estudante para os procedimentos policiais. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso foi apresentado à 2ª Central Estadual do Plantão Digital.
Após analisar as informações iniciais, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelo crime de importunação sexual. O estudante foi encaminhado ao sistema prisional e permaneceu à disposição da Justiça.
O Hospital Universitário Alzira Velano informou que afastou o estudante de todas as atividades desenvolvidas na instituição assim que tomou conhecimento da denúncia. A unidade também declarou ter adotado imediatamente as medidas administrativas consideradas necessárias.
A direção do hospital instaurou uma apuração interna para esclarecer o ocorrido e informou que mantém contato com a instituição de ensino responsável pelo estudante. A unidade afirmou ainda que colaborará com as autoridades, fornecendo documentos e informações que possam contribuir para a investigação.
Segundo o hospital, a conduta descrita pela paciente não integra os protocolos assistenciais adotados pela instituição. A direção ressaltou que estudantes de medicina não estão autorizados a realizar atendimentos sozinhos, sem a presença e a supervisão de um médico responsável.
A instituição também informou que a paciente e seus familiares passaram a receber acolhimento e acompanhamento de uma equipe multiprofissional. O hospital declarou manter compromisso com a segurança dos pacientes, a ética profissional e a proteção das pessoas atendidas.
A defesa de Alexandre Figueiredo afirmou que o estudante teria agido de maneira inocente e por desconhecimento das normas aplicáveis ao atendimento hospitalar. Segundo o advogado, ele não sabia que o procedimento deveria ser realizado com a presença de um médico supervisor.
O defensor sustentou que a conduta atribuída ao estudante teria ocorrido pela falta de conhecimento sobre os protocolos e não pela intenção de praticar qualquer irregularidade. A defesa, no entanto, não se manifestou sobre as acusações de fotografias sem consentimento, contato físico na região íntima e perguntas pessoais relatadas pela paciente.
A versão apresentada pela defesa será confrontada com o depoimento da mulher, os registros do hospital, possíveis imagens de câmeras internas, documentos médicos e outros elementos que poderão ser reunidos durante a investigação.
O afastamento determinado pelo hospital possui caráter administrativo e não substitui a apuração criminal. A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer as circunstâncias do atendimento e verificar a responsabilidade do estudante pelos fatos denunciados.

Foto: G1 Minas

