CERCO À FACÇÃO: OPERAÇÃO APREENDE DROGAS E CUMPRE MANDADOS EM ITAMONTE
Uma operação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais, da Polícia Militar e da Polícia Civil atingiu um grupo investigado por tráfico de drogas, organização criminosa e possível envolvimento em um homicídio ocorrido em Itamonte, no Sul de Minas. A ação resultou na prisão de dois adultos, na apreensão de um adolescente e na retirada de centenas de porções de entorpecentes de circulação.
A mobilização aconteceu na terça-feira, 28 de julho, com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. As ordens judiciais foram expedidas após informações reunidas pelas forças de segurança e pelo Ministério Público durante as investigações.
Ao longo das diligências, as equipes apreenderam 439 papelotes de cocaína, seis barras de maconha, duas balanças de precisão, seis aparelhos celulares e R$ 180 em dinheiro. Todo o material foi encaminhado à Polícia Civil de Itamonte para análise e continuidade dos procedimentos.
Segundo o Ministério Público, os investigados teriam ligação com uma facção criminosa de atuação nacional. O nome da organização não foi divulgado pelas autoridades, e a participação atribuída a cada suspeito ainda será detalhada durante o avanço do inquérito.
As investigações apontam que o grupo mantinha uma estrutura voltada ao armazenamento e à distribuição de drogas. Também existiria um esquema de controle de pontos de venda por meio de ameaças e da utilização de armas.
Um dos endereços incluídos nas diligências era apontado como possível depósito de drogas e armamentos. Apesar disso, o balanço divulgado não menciona a apreensão de armas de fogo durante a operação.
A Justiça autorizou buscas em cinco endereços relacionados aos investigados. As autoridades não divulgaram a localização dos imóveis nem informaram em quais pontos foram encontrados os entorpecentes, os celulares e as balanças.
Outra linha da investigação apura o uso de núcleos familiares considerados de confiança para o funcionamento do esquema. Segundo as autoridades, essa estratégia permitiria distribuir as funções entre diferentes pessoas e reduzir a exposição dos responsáveis pelo comando das atividades.
O grupo também é investigado por supostamente aliciar adolescentes para a comercialização de entorpecentes. Para o Ministério Público, o recrutamento de menores seria utilizado para dificultar a identificação e a responsabilização dos líderes da organização.
Um adolescente foi apreendido durante o cumprimento das ordens judiciais. A idade e a atuação atribuída a ele não foram divulgadas, em cumprimento às normas de proteção de crianças e adolescentes.
Além das suspeitas relacionadas ao tráfico, a operação alcançou investigados por um homicídio ocorrido em 12 de julho, no bairro Boa Vista. Segundo o Ministério Público, a vítima foi agredida durante a manhã e morta a tiros dentro da própria residência algumas horas depois.
A polícia investiga se a agressão e o assassinato fizeram parte de uma mesma sequência de violência. A motivação do crime, a identidade oficial da vítima e a participação individual dos suspeitos ainda não foram esclarecidas publicamente.
Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação dos investigados até o imóvel e a fuga após os disparos. As gravações foram utilizadas para auxiliar na identificação de possíveis envolvidos e na reconstrução dos momentos anteriores e posteriores ao homicídio.
As investigações indicam ainda que os suspeitos da execução teriam sido levados para outro estado logo depois do crime. O destino não foi revelado, e as autoridades também não informaram quem teria ajudado no deslocamento.
Os mandados de prisão ligados à investigação do homicídio foram cumpridos durante a operação. Não foi especificado, porém, quais dos presos são apontados como executores ou qual teria sido a função desempenhada por cada investigado.
A Justiça autorizou a quebra do sigilo dos seis celulares apreendidos. Os investigadores poderão analisar mensagens, chamadas, contatos, fotografias, arquivos e registros de localização que ajudem a identificar fornecedores, compradores e outros integrantes do grupo.
Os aparelhos também poderão conter informações relacionadas à execução, à possível fuga dos suspeitos e à movimentação de drogas entre diferentes endereços.
Outra etapa da investigação será o rastreamento financeiro dos envolvidos. O objetivo é identificar a origem dos valores movimentados, localizar pessoas que financiariam as atividades e buscar o bloqueio de recursos possivelmente vinculados ao tráfico.
Segundo o promotor Gabriel Galindo, responsável pelo pedido das medidas judiciais, a apuração evidencia a ligação entre o comércio de drogas e crimes violentos, como homicídios e posse ilegal de armas.
As identidades dos adultos presos não foram divulgadas. Também não há informações públicas sobre o resultado das audiências de custódia ou sobre a unidade prisional para a qual eles foram encaminhados.
As investigações continuam para esclarecer o funcionamento completo da organização, identificar outros participantes e definir a responsabilidade de cada suspeito nos crimes apurados.

