VIRADA NO TRIBUNAL: THIAGO BALLY É ABSOLVIDO DA ACUSAÇÃO DE MANDAR MATAR JOVEM E TEM SOLTURA DETERMINADA
O Tribunal do Júri absolveu Thiago Alack de Souza Ramos, conhecido como Thiago Bally, de todas as acusações relacionadas ao assassinato de Victor Alexandre de Lima, de 22 anos, morto a tiros em São Sebastião. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 28 de julho, após o julgamento do vereador eleito, que estava preso preventivamente e não chegou a assumir o mandato conquistado nas eleições municipais de 2024.
Com o veredicto do Conselho de Sentença, o juiz Wellington Urbano Marinho revogou a prisão preventiva e determinou a expedição imediata do alvará de soltura. Thiago também recebeu o direito de responder em liberdade caso exista algum recurso relacionado ao processo.
O Ministério Público havia denunciado Thiago sob a acusação de ter ordenado a morte de Victor. Segundo a denúncia apresentada à Justiça, o crime teria sido motivado por informações de que a vítima planejava sequestrar a filha do acusado.
Desde o início da investigação, a defesa de Thiago Bally negava que ele tivesse participado do assassinato. Durante o julgamento, os jurados analisaram os depoimentos, documentos e demais elementos reunidos no processo e decidiram pela absolvição em todas as acusações.
Após o encerramento da sessão, o advogado Jacob Filho afirmou que a decisão demonstrou que seu cliente não havia cometido o crime. Segundo o defensor, o resultado do julgamento foi unânime.
O advogado também criticou a maneira como o caso foi conduzido durante a fase investigativa e afirmou que teriam ocorrido erros na apuração. Ele ressaltou que, na avaliação da defesa, Thiago não foi absolvido apenas por insuficiência de provas, mas porque os jurados entenderam que ele não participou do assassinato.
Thiago Bally havia sido eleito vereador de São Sebastião pelo PSDB nas eleições municipais de 2024. Ele recebeu 1.173 votos e conquistou uma cadeira na Câmara Municipal.
Apesar da vitória nas urnas, o político não tomou posse no início da legislatura. Na época, ele estava foragido depois que a Justiça decretou sua prisão preventiva durante as investigações sobre a morte de Victor Alexandre.
Diante da ausência no momento da posse, a Câmara Municipal de São Sebastião declarou a perda do mandato e convocou o suplente para ocupar a vaga. A absolvição no processo criminal encerra a acusação analisada pelo Tribunal do Júri, mas as informações divulgadas não esclarecem possíveis consequências da decisão sobre a situação política e eleitoral de Thiago.
Victor Alexandre de Lima foi morto em abril de 2024. Conforme o relatório final da Polícia Civil, o jovem recebeu uma ligação no dia do crime e seguiu até uma propriedade conhecida como Sítio Velho.
Segundo a denúncia, Victor encontrou um homem no local e realizava uma negociação de venda quando foi atingido por dois disparos de arma de fogo. Ele não resistiu aos ferimentos.
Um dos investigados confessou à polícia ter efetuado os tiros, mas alegou que agiu em legítima defesa. Durante o andamento das investigações, a prisão dele foi convertida em preventiva pela Justiça.
A acusação sustentava que Thiago Bally teria sido o responsável por ordenar a execução. A defesa contestou essa versão durante toda a tramitação do processo e buscou demonstrar que não existia participação do vereador eleito na morte.
No julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese defensiva e absolveu Thiago de todas as imputações. Com isso, a ordem de prisão que o mantinha detido foi revogada imediatamente.
A decisão do Tribunal do Júri encerrou uma das etapas mais importantes do processo e afastou a responsabilidade criminal atribuída a Thiago Bally naquela acusação. Eventuais recursos e novos desdobramentos dependerão das medidas adotadas pelas partes e das decisões posteriores da Justiça.

