ADEUS, SANDRA: A CAMINHO DO TRABALHO, MULHER MORRE ATROPELADA POR TREM EM LORENA
Uma rotina iniciada nas primeiras horas da manhã terminou em uma despedida inesperada nesta segunda-feira, 27 de julho, em Lorena. Sandra Aparecida da Silva, de 55 anos, morreu após ser atingida por uma composição ferroviária enquanto atravessava a linha férrea para encontrar uma das filhas e seguir até o trabalho.
O acidente aconteceu por volta das 6h40. Segundo informações prestadas por um dos filhos à Polícia Civil, Sandra costumava sair de casa e encontrar a filha do outro lado dos trilhos. As duas seguiriam juntas para mais um dia de trabalho, mas o trajeto foi interrompido poucos minutos depois de ela deixar a residência.
Durante a travessia, Sandra acabou atingida pelo trem. A filha aguardava do outro lado da ferrovia e acompanhou os momentos anteriores à tragédia. Conforme o relato familiar, não houve qualquer atitude voluntária da vítima em direção à composição. Os parentes acreditam que o atropelamento tenha ocorrido por uma distração ou fatalidade.
A Polícia Militar foi acionada por meio do Centro de Operações da Polícia Militar. Quando os agentes chegaram ao trecho ferroviário, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência já havia constatado a morte de Sandra.
O local foi isolado para o trabalho da Polícia Técnico Científica. Os peritos realizaram os levantamentos necessários para esclarecer a posição da vítima, o ponto do impacto e as circunstâncias dos segundos anteriores ao atropelamento.
O maquinista da composição também prestou esclarecimentos. O relato apresentado por ele foi incluído no boletim de ocorrência e deverá ser analisado juntamente com os depoimentos dos familiares e os laudos periciais.
O registro policial apresenta duas referências sobre o local do acidente. Em um dos campos aparece a Rua Capitão Leovigildo Areco, enquanto o histórico menciona a Avenida Doutor Eugênio Borges. A diferença pode estar relacionada ao acesso utilizado pelas equipes ou ao ponto de referência mais próximo dos trilhos.
A ocorrência foi registrada inicialmente como morte suspeita e morte acidental. A Polícia Civil deverá confirmar a dinâmica do atropelamento e verificar se o ponto da travessia era uma passagem oficial ou um trecho utilizado habitualmente por moradores.
Exames necroscópico e toxicológico foram requisitados ao Instituto Médico Legal. Os procedimentos deverão confirmar tecnicamente a causa da morte e fornecer informações complementares para a investigação.
Ainda não foram divulgadas informações sobre a velocidade do trem, a distância da composição quando Sandra iniciou a travessia ou se houve tempo para o acionamento da buzina e dos sistemas de frenagem. Também não há confirmação sobre a existência de câmeras de segurança no trecho.
Sandra saiu de casa para cumprir mais um dia de trabalho, seguindo uma rotina conhecida pela família. A tragédia transformou um começo de manhã comum em uma despedida marcada pela dor e pela ausência.
Aos 55 anos, Sandra deixa familiares e amigos diante de uma perda repentina. Enquanto a investigação procura esclarecer todos os detalhes do atropelamento, ficam as lembranças de sua trajetória e a tristeza de uma família que não teve a oportunidade de se despedir.


