Domingo, Julho 26, 2026
Plantão Policial

MACONHA ESCONDIDA EM GAVETAS: POLÍCIA INTERCEPTA CAMINHÃO COM CERCA DE 600 QUILOS DA DROGA NA DUTRA


Uma carga de aproximadamente 600 quilos de maconha foi descoberta escondida dentro de móveis transportados por um caminhão interceptado pela Polícia Civil na tarde de sábado, 25 de julho, em Caçapava. A abordagem aconteceu em um posto de combustíveis às margens da Rodovia Presidente Dutra, após um trabalho de monitoramento realizado pelo setor de inteligência.

O caminhão havia saído do Paraná e seguia em direção ao Espírito Santo, carregando móveis que aparentavam fazer parte de um serviço regular de transporte. Durante a vistoria, porém, os policiais encontraram dezenas de tabletes de maconha escondidos nas gavetas e nas estruturas das peças transportadas.

A forma de ocultação chamou a atenção dos investigadores. Os tabletes estavam embalados em sacos plásticos e distribuídos entre os móveis, de maneira que poderiam passar despercebidos durante uma fiscalização superficial. Parte do material também estava coberta por um líquido de odor forte, supostamente utilizado para disfarçar o cheiro característico da maconha e dificultar a identificação por cães farejadores.

A composição da substância utilizada sobre os tabletes ainda deverá ser analisada pela perícia. Os investigadores também deverão verificar se os móveis foram especialmente preparados para receber a droga ou se os entorpecentes foram colocados nas gavetas e compartimentos pouco antes do início da viagem.

Segundo as informações divulgadas, a apreensão não foi resultado de uma abordagem aleatória. Policiais civis de Caçapava já acompanhavam a movimentação do veículo e prepararam a fiscalização quando o caminhão realizou uma parada no posto de combustíveis.

Um casal estava no veículo no momento da abordagem e foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. A mulher afirmou que apenas acompanhava o motorista e que não sabia da existência da droga escondida na carga. Após ser ouvida, ela foi liberada por não terem sido encontrados, naquele momento, elementos suficientes para mantê-la presa.

O motorista permaneceu detido e ficou à disposição da Justiça. Em depoimento, ele declarou que havia aceitado o serviço de transporte dos móveis por meio de um aplicativo de fretes e alegou desconhecer que a carga continha entorpecentes.

A versão apresentada pelo condutor será confrontada com as provas reunidas durante a investigação. A Polícia Civil deverá analisar o telefone celular, as mensagens trocadas pelo aplicativo, os dados do contratante, os documentos do frete, os comprovantes de pedágio e as informações relacionadas ao local onde os móveis foram carregados.

Os investigadores também buscarão identificar quem contratou o transporte, quem entregou os móveis no Paraná e quem receberia a carga no Espírito Santo. O proprietário do caminhão e os responsáveis pelas mobílias também deverão ser identificados e chamados para prestar esclarecimentos.

Durante o trajeto, o caminhão faria uma parada em Taubaté. Ainda não existe confirmação de que parte da maconha seria entregue na cidade. A Polícia Civil deverá esclarecer se a passagem pelo município fazia parte apenas do percurso ou se havia algum ponto de distribuição relacionado ao carregamento.

O veículo, os móveis e toda a carga foram apreendidos e permaneceram na delegacia para a realização dos procedimentos policiais. O caminhão deverá ser submetido a uma vistoria detalhada para verificar a existência de compartimentos ocultos, adaptações na estrutura, rastreadores ou outros mecanismos utilizados durante o transporte.

Os móveis também deverão ser examinados para que os peritos possam identificar se houve alguma modificação destinada exclusivamente à ocultação dos tabletes. Impressões digitais, fragmentos, resíduos e outros vestígios poderão ajudar a apontar quem manuseou a droga antes da viagem.

A quantidade divulgada, de aproximadamente 600 quilos, ainda é preliminar. Os tabletes serão submetidos a exames para confirmar oficialmente a natureza da substância e determinar o peso exato do material apreendido.

A análise dos celulares e dos registros de deslocamento poderá ajudar a reconstruir toda a rota percorrida pelo caminhão. Câmeras de segurança de rodovias, postos de combustíveis, praças de pedágio e estabelecimentos comerciais também poderão ser utilizadas para identificar possíveis veículos que acompanharam ou deram apoio ao transporte.

A investigação deverá apurar se o caminhão já havia realizado outras viagens semelhantes, se o serviço registrado no aplicativo foi criado com informações falsas e se o motorista teve contato direto com integrantes de uma organização criminosa.

Até o momento, não foram divulgados os nomes dos ocupantes, a placa do caminhão, o número do boletim de ocorrência, o local exato onde os móveis foram carregados ou a identidade da pessoa que teria contratado o frete.

Também não foi informado se o motorista passou por audiência de custódia ou se a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. A mulher que o acompanhava poderá voltar a ser chamada caso novos elementos indiquem conhecimento ou participação no transporte.

A apreensão é considerada uma das maiores registradas recentemente no trecho da Rodovia Presidente Dutra no Vale do Paraíba. O material permanece sob responsabilidade da Polícia Civil enquanto as equipes avançam na identificação dos responsáveis pela origem, transporte e destino da carga.

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