SISTEMA CLANDESTINO DE MONITORAMENTO É DESMONTADO: PM RETIRA SEIS CÂMERAS INSTALADAS EM POSTES DE PARATY
Uma ação da Polícia Militar resultou na retirada de um sistema particular de videomonitoramento instalado sem autorização em postes de uso público no bairro Patitiba, em Paraty. A operação foi realizada na terça-feira, dia 21 de julho de 2026, após o setor de inteligência da corporação receber informações sobre a presença dos equipamentos em diferentes pontos da região.
Com base nos dados levantados, equipes policiais foram até o bairro para verificar a situação. Durante a fiscalização, os agentes confirmaram que câmeras particulares haviam sido fixadas em estruturas destinadas ao atendimento de serviços públicos.
Ao todo, foram localizadas e retiradas seis câmeras de monitoramento. Os policiais também apreenderam duas caixas de passagem, estruturas normalmente utilizadas para proteger cabos, conexões elétricas e componentes responsáveis pela transmissão ou pelo armazenamento de dados.
A instalação chamou a atenção das autoridades por ter sido realizada em postes de uso coletivo sem a apresentação de autorização. A Polícia Civil deverá verificar se os responsáveis solicitaram alguma permissão ao município, à concessionária de energia ou ao órgão responsável pelas estruturas utilizadas.
Durante a operação, duas pessoas se apresentaram aos policiais e afirmaram ser proprietárias dos equipamentos. Elas informaram que compareceriam à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a instalação e explicar a finalidade do sistema.
Não houve informação sobre prisão em flagrante ou condução imediata dos responsáveis. Os nomes, as idades e as atividades profissionais das duas pessoas não foram divulgados.
Todo o material foi desmontado e encaminhado à Delegacia de Polícia de Paraty. A partir da apreensão, os investigadores poderão analisar o funcionamento das câmeras, a origem dos equipamentos e as conexões utilizadas para transmitir ou guardar as imagens captadas.
Uma das principais questões a ser esclarecida é quais áreas do bairro eram alcançadas pelo sistema. A polícia deverá verificar se as câmeras estavam voltadas para ruas, imóveis, entradas de estabelecimentos ou outros espaços de circulação pública.
A apuração também poderá identificar onde as imagens eram recebidas. Os equipamentos podem funcionar por meio de conexão direta com gravadores, computadores, telefones celulares ou sistemas de armazenamento remoto, mas nenhuma dessas possibilidades havia sido confirmada até a última atualização.
Outro ponto que deverá ser examinado é o período em que as câmeras permaneceram instaladas. A Polícia Civil poderá buscar documentos, mensagens, registros de compra e informações técnicas para determinar quando o sistema começou a funcionar e quem participou de sua montagem.
As caixas de passagem também serão avaliadas para verificar a existência de cabos de energia, fios de internet ou outros componentes ligados ao monitoramento. Não foi informado se havia alguma ligação irregular à rede elétrica dos postes.
A retirada dos equipamentos ocorreu preventivamente diante da falta de autorização para utilização das estruturas públicas. A propriedade particular das câmeras não permite que elas sejam instaladas livremente em postes ou outros equipamentos pertencentes ao poder público ou a concessionárias.
Até o momento, a Polícia Militar informou apenas que o sistema estava instalado de maneira irregular. Não existe confirmação de que as câmeras fossem utilizadas por integrantes de organizações criminosas, pelo tráfico de drogas ou para acompanhar operações policiais.
Também não há informação de que os equipamentos tenham registrado algum crime ou que as imagens armazenadas contenham movimentações de interesse para outras investigações. Qualquer relação com atividades ilícitas dependerá da análise do material e dos depoimentos dos responsáveis.
A investigação deverá esclarecer se a instalação tinha finalidade de segurança particular, acompanhamento de imóveis, observação da movimentação do bairro ou algum outro objetivo ainda desconhecido.
O endereço exato dos postes não foi divulgado. A medida evita interferências na investigação e preserva o trabalho de identificação de possíveis outros equipamentos que possam estar instalados de forma semelhante.
A Polícia Civil também poderá verificar se existem mais câmeras ligadas ao mesmo sistema em outros pontos de Patitiba ou em bairros próximos. Até a última atualização, porém, não havia confirmação sobre a existência de uma rede maior de monitoramento.
As seis câmeras e as duas caixas de passagem permanecerão apreendidas enquanto a delegacia analisa a origem, o funcionamento e a finalidade do conjunto. Os esclarecimentos apresentados pelos proprietários também serão incorporados ao procedimento.


