TRAGÉDIA EM TAUBATÉ: POLÍCIA DIZ QUE MÃE MATOU O FILHO E DEPOIS TIROU A PRÓPRIA VIDA
Uma tragédia familiar chocou Taubaté na tarde desta segunda-feira, 13 de julho. Uma mulher de 48 anos e o filho dela, um adolescente de 14 anos, foram encontrados mortos dentro de uma residência em um condomínio no bairro Bonfim. Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como homicídio e suicídio consumados e segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes do que aconteceu dentro do imóvel.
A cena foi descoberta pelo pai do adolescente, que acionou as autoridades após chegar à casa e encontrar os corpos. Equipes da Polícia Militar foram chamadas, e o Samu também esteve no local, confirmando as mortes. A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no imóvel, enquanto a Polícia Civil iniciou a coleta de depoimentos e a análise dos elementos encontrados na residência.
De acordo com as informações preliminares da perícia, o adolescente apresentava ferimentos provocados por arma branca. A estimativa inicial é de que as mortes tenham ocorrido durante a madrugada. Facas e aparelhos celulares foram apreendidos e devem passar por análise para auxiliar a investigação. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal, onde exames deverão contribuir para a confirmação das causas das mortes.
Em depoimento à Polícia Civil, o pai do adolescente relatou que estava em processo de separação da esposa após 26 anos de relacionamento. Segundo ele, havia deixado a residência na última sexta-feira e passou a morar temporariamente na casa de um amigo. Na noite de domingo, levou o filho até o condomínio por volta das 21h. Na manhã desta segunda-feira, estranhou o fato de o adolescente não responder às mensagens.
Preocupado com a falta de contato, o pai foi até a residência por volta das 12h45. Ao chegar, encontrou a porta destrancada e, no andar superior do imóvel, se deparou com os corpos da mulher e do filho. A descoberta transformou a preocupação em desespero e deu início à mobilização das forças de segurança.
Ainda segundo o depoimento, o homem informou que a esposa era diagnosticada com transtorno esquizoafetivo, fazia acompanhamento médico e utilizava medicamentos controlados. Ele também relatou acreditar que, após a separação, ela pudesse ter interrompido o tratamento. A informação faz parte do registro policial, mas as circunstâncias do caso ainda dependem de investigação, laudos e demais apurações técnicas.
O pai afirmou à polícia que a mulher nunca havia demonstrado comportamento agressivo contra ele, embora apresentasse episódios relacionados ao quadro de saúde informado no depoimento. A Polícia Civil deverá analisar esse histórico com cautela, sem conclusões precipitadas, para entender se houve algum fator que possa ter contribuído para a tragédia.
A síndica do condomínio também prestou informações. Ela afirmou que o casal morava no local havia cerca de sete meses e que soube recentemente da separação. Segundo o relato, ela nunca havia presenciado discussões ou situações de violência envolvendo os dois. As imagens das câmeras de segurança registraram o pai deixando o adolescente na portaria na noite anterior e retornando ao condomínio no início da tarde desta segunda-feira, quando encontrou os corpos.
A investigação agora busca reconstruir as últimas horas de mãe e filho. A Polícia Civil deverá analisar os celulares apreendidos, ouvir pessoas próximas, verificar as imagens do condomínio e aguardar os laudos do Instituto Médico Legal e da Polícia Científica. Esses elementos serão fundamentais para confirmar a dinâmica da ocorrência e esclarecer os pontos ainda em aberto.
O caso causou forte comoção em Taubaté pela gravidade e pela dor envolvida. A morte de uma mãe e de um filho adolescente dentro de casa expõe uma tragédia profunda, que atinge familiares, vizinhos, amigos e toda a comunidade. Em situações assim, a investigação precisa avançar com rigor, mas também com respeito às vítimas e aos familiares que enfrentam uma perda devastadora.
A Polícia Civil segue responsável pela apuração. Até a conclusão dos laudos e das diligências, o caso permanece em investigação para confirmar as circunstâncias da morte do adolescente e da mulher, bem como a sequência dos acontecimentos dentro da residência no bairro Bonfim.
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