“PELO AMOR DE DEUS, VEM ME BUSCAR”: MENSAGENS ATRIBUÍDAS A MENINO DE 12 ANOS DESAPARECIDO AUMENTAM ANGÚSTIA DA FAMÍLIA EM SÃO PAULO
O desaparecimento de Nikollas, de apenas 12 anos, transformou a vida da família em uma rotina de medo, busca e desespero. Desde o dia 10 de junho, a mãe do menino, Luci Rafaela Nascimento, percorre ruas da região central de São Paulo atrás de qualquer pista que possa levar ao paradeiro do filho. A cada criança parecida que aparece no caminho, a esperança renasce por alguns segundos. Logo depois, vem a dor de perceber que ainda não é ele.
Nikollas mora em Suzano, na Grande São Paulo, mas, segundo familiares, costumava sair escondido para a região da Praça da Sé, no Centro da capital paulista, onde vendia balas e doces com outras crianças. A mãe afirma que sempre foi contra a ida do filho para as ruas e queria que ele estivesse na escola, protegido, longe dos riscos da região central. Foi justamente nesse cenário, entre a Praça da Sé e áreas próximas ao Vale do Anhangabaú, que o menino teria sido visto pela última vez.
A procura pelo garoto, que já era marcada pela aflição natural de uma criança desaparecida, ganhou um contorno ainda mais angustiante quando a irmã de Nikollas recebeu mensagens atribuídas ao menino dias depois do desaparecimento. Nos textos, ele teria pedido ajuda e demonstrado medo. Em uma das mensagens, escreveu que estava assustado e que um homem não deixava ele sair. Em seguida, veio o apelo que abalou ainda mais a família: “Pelo amor de Deus, vem me buscar”.
A irmã tentou responder imediatamente e perguntou onde ele estava, na esperança de conseguir localizá-lo. Depois disso, porém, as mensagens pararam. Nenhuma nova informação concreta chegou à família, e o silêncio aumentou o mistério sobre o que pode ter acontecido com o menino desde que ele desapareceu.
Para os familiares, um detalhe reforça a possibilidade de que as mensagens tenham sido enviadas pelo próprio Nikollas. Segundo a família, ele teria usado um apelido íntimo para chamar a irmã mais velha, “Totói”, forma carinhosa que utilizava desde pequeno. O detalhe, considerado muito particular, aumentou a preocupação dos parentes, que temem que o menino esteja em situação de risco.
A mãe segue procurando pelo filho diariamente. O sofrimento de Luci comove quem acompanha o caso. Ela percorre ruas, conversa com pessoas, mostra fotos, pede ajuda e tenta seguir qualquer informação que chegue até a família. Moradores em situação de rua teriam relatado que viram um menino parecido com Nikollas circulando pela região central de São Paulo, especialmente entre a Praça da Sé e o Vale do Anhangabaú.
Cada relato renova a esperança, mas também aumenta a angústia. A família sabe que, em casos de desaparecimento, o tempo é um fator decisivo. Por isso, familiares pedem que qualquer pessoa que tenha visto Nikollas, ou que saiba de alguma informação sobre onde ele possa estar, procure imediatamente as autoridades.
O caso também revela uma realidade triste. Segundo a mãe, Nikollas ficou muito abalado após a morte do pai, ocorrida há cerca de três anos. Desde então, teria passado a tentar ganhar o próprio dinheiro vendendo doces. Familiares descrevem o menino como educado, carinhoso, querido por todos e muito ligado à família.
A mãe afirma que não importa onde Nikollas esteja, o mais importante é que ele seja deixado em segurança para que possa voltar para casa. O apelo da família é simples e desesperado: encontrar o menino com vida, protegê-lo e trazê-lo de volta ao convívio dos parentes.
As mensagens atribuídas ao garoto deverão ser analisadas pelas autoridades para verificar a origem, a autenticidade e a possibilidade de apontarem alguma pista sobre o paradeiro de Nikollas. Até que haja confirmação oficial, o conteúdo deve ser tratado como relato da família, mas a gravidade das frases aumentou a mobilização em torno do desaparecimento.
O desaparecimento de uma criança exige resposta rápida, atenção redobrada e colaboração da população. Uma informação aparentemente pequena pode ser decisiva para localizar Nikollas. Um local onde ele tenha sido visto, uma conversa, uma imagem, uma abordagem ou qualquer movimentação suspeita podem ajudar a família e as autoridades a reconstruírem os passos do menino.
Enquanto as buscas continuam, Luci segue vivendo o pior medo de uma mãe: não saber onde o filho está, se está se alimentando, se está seguro, se está sendo impedido de voltar ou se consegue pedir ajuda. A família pede que o caso seja compartilhado para alcançar o maior número possível de pessoas, principalmente na capital paulista, em Suzano e nas regiões por onde Nikollas costumava circular.
Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro de Nikollas deve acionar a Polícia Militar pelo 190, a Polícia Civil pelo 197 ou procurar a delegacia mais próxima. A família também pede que, caso alguém esteja com o menino ou saiba onde ele está, que ele seja deixado em um local seguro para ser encontrado.


