MORTE E VERSÕES CONTESTADAS: OPERAÇÃO POLICIAL TERMINA COM UM MORTO E TRÊS DETIDOS EM BARRA MANSA
Uma operação policial terminou com um homem morto, dois adultos presos e um adolescente apreendido na manhã desta terça-feira (7), no bairro Getúlio Vargas, em Barra Mansa. A ação, realizada por policiais civis da 90ª Delegacia de Polícia com apoio da Polícia Militar, tinha como objetivo combater o tráfico de drogas em uma área apontada pelas investigações como ponto de atuação de criminosos ligados à facção Comando Vermelho.
O homem morto foi identificado como Samuel Januário Rosa, de 21 anos. Segundo a versão divulgada pela Polícia Civil, os agentes foram recebidos a tiros ao se aproximarem do ponto alvo da operação em uma viatura descaracterizada. Houve revide, e Samuel foi baleado durante o confronto. Ele chegou a ser socorrido pelos próprios policiais e levado para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
A ação também resultou na prisão em flagrante de dois homens, de 20 e 33 anos, e na apreensão de um adolescente de 14 anos. De acordo com as informações divulgadas, um quinto integrante do grupo conseguiu fugir durante o confronto e passou a ser procurado pelas equipes policiais.
Durante a operação, os agentes apreenderam uma pistola, um carregador, três munições, 142 pinos de cocaína, 27 porções de maconha e 17 frascos de loló. Todo o material foi encaminhado para a 90ª Delegacia de Polícia de Barra Mansa, onde a ocorrência foi registrada. Os dois adultos presos foram autuados em flagrante e devem ser encaminhados ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça. O adolescente apreendido deverá ser apresentado ao Ministério Público para as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A operação contou com a participação de policiais civis da 90ª DP e de equipes do Grupamento de Ações Táticas, o GAT II, da Polícia Militar. Segundo a Polícia Civil, os militares atuaram no cerco na parte alta da comunidade para tentar impedir a fuga de suspeitos durante a ação.
A morte de Samuel, no entanto, passou a ser questionada por moradores da localidade. Relatos que circulam na comunidade contestam a versão de troca de tiros apresentada pela polícia. Moradores afirmam que não teria havido confronto no momento em que o homem foi baleado e alegam que ele pode ter sido atingido por engano. A dinâmica exata da ação deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
A divergência entre a versão oficial e os relatos de moradores deve ser um dos pontos centrais da apuração. A Polícia Civil deverá ouvir testemunhas, colher depoimentos dos agentes envolvidos e verificar os vestígios encontrados no local para esclarecer as circunstâncias da morte. A perícia também poderá ajudar a apontar a posição dos disparos, a distância dos envolvidos e a dinâmica da ocorrência.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, Samuel Januário Rosa já possuía histórico de ocorrências policiais relacionadas ao tráfico de drogas desde a adolescência. O levantamento citado pela polícia aponta registros por tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação em atos infracionais anteriores, além de novas autuações já na fase adulta. Entre os registros mencionados está uma prisão em flagrante por tráfico em junho de 2024, no bairro Vista Alegre, em Barra Mansa.
Apesar do histórico apontado, a apuração sobre a morte deve se concentrar nas circunstâncias da ação desta terça-feira (7). A polícia informou que as investigações continuam para localizar o suspeito que fugiu e identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso que atua na região. O caso foi registrado na 90ª Delegacia de Polícia de Barra Mansa.
A ocorrência ganhou repercussão pela morte durante a operação e pela contestação de moradores, que pedem esclarecimentos sobre o que aconteceu no bairro Getúlio Vargas. Até a última atualização das informações, a versão oficial sustentava que houve confronto armado, enquanto relatos da população local apontavam dúvidas sobre a existência da troca de tiros no momento em que Samuel foi atingido.


