ROTA FECHA CERCO EM TAUBATÉ: BUSCAS EM QUIRIRIM MIRAM ENVOLVIDOS EM ATENTADO CONTRA TENENTE BALEADO NA CABEÇA
A investigação sobre a tentativa de execução contra o tenente da ROTA Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, chegou ao Vale do Paraíba e movimentou o Distrito de Quiririm, em Taubaté. Na noite de quarta-feira (1º), equipes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar bloquearam vias, percorreram ruas, conversaram com moradores e buscaram imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar suspeitos envolvidos no atentado contra o policial militar, baleado na cabeça em São Caetano do Sul.
A ação surpreendeu moradores e se estendeu pela madrugada de quinta-feira (2). Segundo relatos, policiais da ROTA bateram de casa em casa, pedindo acesso a imagens de câmeras residenciais e comerciais. A movimentação ocorreu depois que a investigação apontou que um carro usado para dar suporte ao crime teria placas de Taubaté e passagens registradas por câmeras inteligentes no Distrito de Quiririm.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado no sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Ele estava à paisana, em uma motocicleta, quando foi surpreendido por dois homens em outra moto. Câmeras de segurança registraram o momento em que os criminosos se aproximaram e efetuaram os disparos. A Polícia Civil trata o caso como tentativa de execução e apura a possibilidade de o crime ter sido planejado durante meses.
Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, jovem morta em 2008 após ser mantida refém em um caso que teve grande repercussão nacional. O policial integra a ROTA, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, e permanece internado em estado grave. Segundo boletim divulgado pela corporação, ele estava na UTI, sedado, em ventilação mecânica e sob acompanhamento médico contínuo. Exames apontaram melhora no edema cerebral, mas o quadro ainda era considerado grave.
As buscas em Taubaté fazem parte do esforço das forças de segurança para reconstruir a logística do atentado. A suspeita é de que veículos de apoio tenham sido usados antes, durante ou depois da ação criminosa. A presença de um carro com placas de Taubaté e registros de passagem por Quiririm colocou o distrito na rota da investigação. Por isso, os policiais buscaram imagens que possam indicar horários, trajetos, ocupantes do veículo e possíveis pontos de parada.
Moradores relataram que várias viaturas da ROTA ocuparam ruas do distrito durante a operação. Uma moradora, que preferiu não se identificar, afirmou que os policiais informaram estar à procura de criminosos considerados perigosos e solicitaram imagens de câmeras de segurança. A ação teve caráter de levantamento e busca de elementos que possam auxiliar na identificação dos envolvidos.
Além da frente de investigação em Taubaté, a polícia também localizou um veículo apontado como utilizado no atentado. Um Renault Logan branco foi encontrado coberto por uma lona cinza em um terreno na zona leste de São Paulo. Em outra ação relacionada ao caso, um suspeito de participação indireta no ataque morreu em confronto com equipes da ROTA no Jardim Guaianazes, também na capital paulista.
A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos, incluindo executores, possíveis responsáveis pelo apoio logístico e eventuais mandantes. A polícia analisa imagens de câmeras de segurança, registros de passagens por sistemas inteligentes, rotas de fuga e informações repassadas por moradores. A participação de veículos de apoio é considerada peça importante para entender como o atentado foi planejado e executado.
O caso é tratado com prioridade pelas forças de segurança em razão da gravidade do ataque e do perfil da vítima, um oficial da ROTA atingido em uma emboscada. A mobilização em Taubaté mostra que a apuração ultrapassou a Grande São Paulo e chegou ao Vale do Paraíba, onde os investigadores buscam rastros que possam levar aos suspeitos.
Até a última atualização, não havia confirmação pública sobre prisões realizadas em Quiririm durante a operação. O foco da ação foi a coleta de informações, imagens e possíveis indícios da passagem do veículo ligado ao atentado. A Polícia Civil e a Polícia Militar seguem trabalhando para esclarecer a dinâmica completa do crime e localizar os envolvidos.

IMAGEM Reprodução TH+SBT

