Quinta-feira, Junho 4, 2026
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GOLPE DO FALSO ASSALTO ASSUSTA COMERCIANTE EM CRUZEIRO COM FOTO DO LOCAL, ENDEREÇO CERTO E AMEAÇA DE EXPLOSÃO


Um comerciante de Cruzeiro, que pediu para não ter o nome divulgado por ainda estar traumatizado com a situação, viveu momentos de medo na manhã de segunda-feira, 1º, após receber uma ameaça por telefone em um golpe que usou pânico, intimidação e informações reais do estabelecimento para tentar arrancar dinheiro da vítima. O contato foi feito por volta das 5h, quando uma pessoa afirmou que o comércio seria explodido caso o comerciante não levasse dinheiro vivo até o endereço indicado.

O caso chamou ainda mais atenção porque o golpista enviou uma foto do local, mostrou saber exatamente onde o comércio ficava e citou o endereço correto, aumentando a sensação de que a ameaça era real. A vítima relatou que o criminoso tentou conduzir toda a situação pelo telefone, dando ordens e tentando impedir que ela desligasse a ligação ou acionasse a polícia.

A estratégia usada pelo golpista foi a pressão psicológica. A ameaça de explosão, feita em um horário de maior vulnerabilidade, foi acompanhada da exigência de pagamento exclusivamente em dinheiro vivo. O criminoso dizia que só aceitaria dinheiro em espécie, o que reforça uma das características desse tipo de golpe: evitar qualquer meio de pagamento que deixe rastros, como transferências bancárias, comprovantes ou identificação de conta.

A situação tem características do chamado golpe do falso assalto ou falsa ameaça, modalidade em que criminosos entram em contato com comerciantes, simulam que estão prestes a atacar o estabelecimento e passam a dar ordens sob forte intimidação. No caso de Cruzeiro, além da ameaça de explosão, o golpista usou a foto do comércio, o endereço correto e a pressão para que a vítima não desligasse o telefone nem chamasse a polícia, tentando criar uma sensação de cerco e urgência.

Segundo relatos de casos semelhantes em outras regiões do país, os criminosos costumam dizer que há pessoas armadas próximas ao comércio, que uma facção determinou o ataque ou que o estabelecimento será invadido caso a vítima não obedeça. Em Cruzeiro, o comerciante passou por uma situação parecida, com intimidação direta e tentativa de controle emocional durante a ligação.

Até o momento, há relato de um caso desse tipo envolvendo comerciante local. Mesmo sendo um único episódio conhecido, a ocorrência serve de alerta para empresários, lojistas, donos de mercados, bares, restaurantes, oficinas, farmácias e demais estabelecimentos da cidade. O uso de foto do local e do endereço correto mostra que os golpistas podem utilizar imagens públicas, redes sociais, aplicativos de mapas ou informações disponíveis na internet para tornar a ameaça mais convincente.

O comerciante ficou abalado com a abordagem e preferiu preservar a identidade. O medo provocado pela ligação mostra que esse tipo de golpe não causa apenas risco financeiro, mas também impacto emocional. A vítima é colocada em uma situação de pânico, com a impressão de que o comércio, os funcionários, a família ou o próprio patrimônio podem estar em perigo imediato.

A orientação é que, diante de uma ligação desse tipo, a vítima não entregue dinheiro, não vá ao endereço indicado, não siga ordens do criminoso e não forneça novas informações sobre o estabelecimento, rotina, funcionários ou familiares. O recomendado é encerrar o contato assim que possível, acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190 e registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Também é fundamental guardar todos os elementos da tentativa de golpe. Número usado na ligação, foto enviada, mensagens, áudios, horário do contato, endereço citado pelo golpista, forma de abordagem e qualquer detalhe da conversa podem ajudar na investigação. Mesmo quando não há prejuízo financeiro, o registro policial é importante para mapear a atuação dos criminosos e evitar novas vítimas.

A divulgação do caso tem caráter de alerta. O comerciante pediu para não ser identificado por ainda estar traumatizado, mas decidiu relatar a situação para evitar que outras pessoas caiam no mesmo golpe. Em crimes desse tipo, a informação é uma forma de proteção: quanto mais comerciantes souberem como a abordagem funciona, menor a chance de alguém ser levado pelo medo a entregar dinheiro.

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