GOLPE NO PESCOÇO E SUSPEITA DE FEMINICÍDIO: MULHER É INTERNADA APÓS SER ESFAQUEADA EM CANAS
Uma mulher de 29 anos foi internada na Santa Casa de Lorena após ser atingida por um golpe de arma branca na região do pescoço durante a madrugada de terça-feira, 26, em Canas. O caso ocorreu em uma residência na Rua Paraty, no CDHU do bairro Bela Vista, e passou a ser investigado pela Polícia Civil como violência doméstica e tentativa de feminicídio. O companheiro da vítima, de 36 anos, é apontado como investigado na ocorrência.
Segundo o boletim de ocorrência, o irmão da vítima compareceu à delegacia e relatou que a mulher teria informado ter sido esfaqueada pelo companheiro durante a madrugada. Ele afirmou que não presenciou a agressão e que soube do caso pelo relato da própria irmã. Ainda conforme o registro, o homem declarou que o companheiro da vítima teria problemas relacionados ao uso de substâncias entorpecentes.
A avó da vítima, que mora no mesmo imóvel do casal, também prestou informações à Polícia Civil. Ela relatou que ouviu uma discussão entre os dois e foi verificar o que estava acontecendo. Ao chegar ao local, encontrou a neta ferida e sangrando. O boletim informa que o bisneto da testemunha acionou o serviço de ambulância para socorrer a mulher, que foi levada para a Santa Casa de Lorena, onde permanecia internada sob cuidados médicos no momento do registro.
A Polícia Civil registrou a ocorrência com base na Lei Maria da Penha e também como homicídio tentado, previsto no artigo 121 do Código Penal, combinado com o artigo 14, inciso II. Até o registro do boletim, não havia prisão em flagrante, e o caso ficou para apreciação do delegado titular. A investigação deverá apurar a dinâmica da agressão, ouvir formalmente a vítima quando ela tiver condições médicas, localizar e colher a versão do investigado e verificar se haverá pedido de medidas protetivas de urgência.
O boletim também traz o termo de ciência da Lei Maria da Penha, documento que informa a vítima sobre seus direitos, incluindo a possibilidade de solicitar medidas protetivas. Entre as providências previstas estão o afastamento do agressor, a proteção à integridade física da mulher e o encaminhamento de pedidos ao Ministério Público ou diretamente à Justiça.
A apuração deve buscar respostas sobre o que ocorreu antes do golpe, se havia histórico de ameaças ou agressões anteriores, se a arma usada foi localizada e qual é a extensão da lesão sofrida pela vítima. Como o caso envolve contexto de violência doméstica e ferimento em região sensível do corpo, a Polícia Civil também deverá avaliar o risco atual à mulher e a necessidade de proteção urgente.
Em situação de violência doméstica ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Mulheres também podem procurar uma delegacia, a Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima ou os serviços da rede municipal de assistência. O Ligue 180 oferece orientação para mulheres em situação de violência, e denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 181.


