MENOR AO VOLANTE, CARRO DE LUXO E MORTE NO TRÂNSITO: POLÍCIA IDENTIFICA ADOLESCENTE QUE ATROPELOU MATILDE E FUGIU SEM SOCORRO EM SÃO JOSÉ
A investigação sobre a morte de Matilde Gil Treviza de Carvalho, de 89 anos, ganhou um novo e importante capítulo em São José dos Campos. A Polícia Civil identificou o condutor do veículo que atropelou a idosa no bairro Residencial Galo Branco, na zona leste da cidade, e fugiu do local sem prestar socorro. Segundo as apurações do 5º Distrito Policial, quem estava ao volante era um adolescente de apenas 15 anos, que dirigia um automóvel de luxo no momento do acidente.
O atropelamento aconteceu no sábado, 23, no cruzamento da Avenida Octávia Porto Rodrigues com a Rua Benedito Andrade. Matilde foi atingida pelo veículo e precisou ser socorrida. O motorista, no entanto, deixou o local sem prestar assistência à vítima. A idosa foi levada ao hospital, recebeu atendimento médico, mas o quadro clínico se agravou nos dias seguintes. A morte foi confirmada na quarta-feira, 27, em decorrência de complicações provocadas pelo atropelamento.
O caso causou ainda mais indignação pela fuga do condutor e pela idade da vítima. Após a comunicação da morte, os investigadores do 5º Distrito Policial iniciaram diligências e conseguiram esclarecer o caso em menos de 24 horas. Durante o trabalho policial, os agentes identificaram o automóvel de luxo envolvido no atropelamento, localizaram o veículo e fizeram a apreensão para a realização de perícia técnica.
A perícia no carro deverá ajudar a confirmar detalhes da dinâmica do acidente, verificar marcas de impacto e reunir elementos materiais que possam reforçar a investigação. O veículo apreendido passa a ser peça central na apuração, já que poderá indicar como ocorreu o atropelamento e ajudar a esclarecer a conduta do adolescente após atingir a idosa.
De acordo com a Polícia Civil, o adolescente de 15 anos compareceu à delegacia acompanhado dos pais. No local, ele confirmou o envolvimento no atropelamento e prestou esclarecimentos sobre a omissão de socorro. A informação muda o rumo do caso, já que a investigação passa a tratar a conduta como ato infracional análogo ao crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor, além da apuração sobre a fuga sem prestar assistência.
A morte de Matilde transformou uma ocorrência de trânsito em um caso de grande gravidade. Uma idosa de 89 anos foi atropelada, ficou ferida, recebeu atendimento, voltou a apresentar complicações e não resistiu. A fuga do condutor, agora identificado como menor de idade, será analisada pelas autoridades dentro do conjunto de circunstâncias que envolveram o acidente.
Com a conclusão das primeiras diligências, o caso será encaminhado à Vara da Infância e Juventude. Caberá ao Judiciário avaliar as medidas legais cabíveis ao adolescente, conforme previsto na legislação para atos infracionais cometidos por menores de idade. A Polícia Civil também deve reunir laudos, documentos médicos, depoimentos, informações sobre o veículo e demais provas para subsidiar o procedimento.
A identificação rápida do adolescente encerra uma das principais perguntas deixadas pela tragédia, mas abre outras frentes de apuração. A investigação deverá esclarecer como um menor de 15 anos estava conduzindo um carro de luxo, em quais circunstâncias ele teve acesso ao veículo, o que aconteceu no momento do atropelamento e por que a vítima foi deixada sem socorro no local.
O caso de Matilde Gil Treviza de Carvalho deixa uma família em luto e levanta questionamentos sobre responsabilidade, direção por menor de idade e omissão de socorro. A idosa morreu dias depois de ser atingida no Residencial Galo Branco, enquanto a Polícia Civil agora encaminha o caso para responsabilização na esfera da Infância e Juventude.


