CORRIDA CONTRA O TEMPO EM POUSO ALEGRE: CRIANÇA DESACORDADA APÓS CONVULSÃO É SALVA PELA PM COM AJUDA DE MORADORES
Uma cena de desespero tomou conta da Rua Oscar Dantas, no bairro São Geraldo, em Pouso Alegre, Minas Gerais, quando uma criança de aproximadamente 1 ano e 9 meses ficou desacordada nos braços do pai após sofrer um mal súbito. Em poucos segundos, o que parecia ser uma tarde comum virou uma corrida contra o tempo, com familiares em pânico, moradores pedindo socorro no meio da rua e policiais militares mobilizados para tentar salvar a vida do menino.
A ocorrência aconteceu na tarde de quarta-feira, 20, e as imagens do atendimento foram divulgadas nesta sexta-feira, 22, pela Prefeitura de Pouso Alegre. O caso foi acompanhado em tempo real pelo Centro Integrado de Defesa Social, o CIDS, por meio das câmeras de videomonitoramento. Foram os operadores do sistema que perceberam a movimentação desesperada da família e acionaram rapidamente as equipes do 20º Batalhão da Polícia Militar.
No primeiro momento, a situação foi tratada como possível engasgo. A criança estava sem reação, apresentava sinais de desfalecimento e era carregada pelo pai, enquanto moradores tentavam ajudar e chamar atenção das equipes de segurança. A gravidade da cena exigiu uma resposta imediata. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram pessoas no meio da rua pedindo ajuda e entregando o menino desacordado aos militares.
O tenente Carvalho e o cabo Bernardes assumiram o atendimento e iniciaram imediatamente os primeiros socorros. Diante da suspeita inicial de obstrução das vias aéreas, os policiais utilizaram técnicas de desobstrução e manobras de reanimação. Foram minutos de tensão, em que cada movimento podia fazer diferença. A criança permanecia sem resposta, e os militares mantiveram os procedimentos enquanto avaliavam a melhor forma de levá-la rapidamente para atendimento médico.
Sem perder tempo e sem interromper o socorro, os policiais colocaram o menino na viatura e seguiram em caráter de urgência até a policlínica do bairro. Durante o trajeto, as manobras continuaram. A viatura se transformou em uma extensão do atendimento de emergência, enquanto os militares acompanhavam os sinais da criança e tentavam fazê-la reagir. O menino ficou entre cinco e dez minutos em situação de desfalecimento, segundo as informações repassadas.
A resposta veio no caminho. Após os procedimentos realizados pelos policiais, a criança começou a apresentar sinais de reação, chorou e retomou a consciência. O choro, que em outros momentos poderia representar aflição, naquele instante significou alívio. Para os policiais, familiares e moradores que acompanhavam o drama, era o sinal de que o menino estava voltando.
Depois do primeiro atendimento na policlínica, a criança foi transferida para o Hospital de Clínicas Samuel Libânio, onde passou por avaliação médica. O diagnóstico esclareceu que o caso não se tratava de engasgo, como havia sido imaginado inicialmente, mas de uma convulsão provocada por febre alta. Após receber os cuidados necessários, o menino foi liberado e já está em casa com a família.
A ação rápida dos operadores do videomonitoramento, a mobilização dos moradores e a atuação dos policiais militares foram decisivas para o desfecho positivo. Em uma ocorrência marcada por medo, urgência e emoção, a resposta imediata evitou que o susto se transformasse em tragédia.
O caso emocionou a comunidade e mostrou a importância da integração entre tecnologia, segurança pública e participação popular. As câmeras identificaram o desespero, os moradores não ficaram parados, os policiais agiram com rapidez, e uma criança que chegou aos braços da PM desacordada voltou a respirar, chorar e viver.


