TERCEIRA MORTE POR DENGUE EM TAUBATÉ ACENDE NOVO ALERTA EM MEIO À EPIDEMIA
Taubaté confirmou a terceira morte por dengue em 2026 e voltou a acender o alerta para o avanço da doença no município. A nova vítima é um homem de 54 anos, morador do Residencial Estoril. Segundo a Prefeitura, o óbito ocorreu no dia 3 de maio, e o paciente tinha tabagismo informado como comorbidade. A confirmação foi divulgada no começo da noite desta terça-feira, dia 19, em meio ao cenário de epidemia que permanece em vigor na cidade.
Com o novo registro, Taubaté chega a três mortes confirmadas por dengue neste ano. A primeira vítima foi um homem de 80 anos, morador do Jardim Gurilândia. A segunda foi uma adolescente de 13 anos, também moradora do Residencial Estoril. Agora, a terceira morte reforça a preocupação das autoridades de saúde e da população, principalmente porque dois dos óbitos confirmados ocorreram entre moradores do mesmo bairro.
A situação de epidemia foi decretada no mês passado e continua válida, segundo a administração municipal. A medida reflete o aumento de casos e a necessidade de intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Prefeitura informou que ampliou as atividades de prevenção, fiscalização e orientação, além de reforçar o pedido para que os moradores eliminem possíveis criadouros dentro de casa e nos quintais.
O novo óbito em Taubaté também eleva a preocupação em toda a região. Com essa confirmação, o Vale do Paraíba chega a sete mortes por dengue em 2026. São três em Taubaté, duas em Jacareí, uma em São José dos Campos e uma em Tremembé. No Departamento Regional de Saúde de Taubaté, que abrange cidades do Vale do Paraíba, já são 6.380 casos confirmados da doença. Outros 12 óbitos seguem em investigação.
A principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de água parada. O mosquito se reproduz em recipientes simples e muitas vezes esquecidos, como pratos de vasos, garrafas, pneus, calhas, caixas d’água mal vedadas, baldes, ralos, lonas e qualquer objeto capaz de acumular água. A orientação é que os moradores façam uma vistoria semanal em quintais, garagens, varandas e áreas externas, retirando ou vedando tudo o que possa servir de criadouro.
A Prefeitura também reforça a importância de permitir a entrada de agentes de saúde devidamente identificados e comunicar possíveis focos ao serviço municipal responsável. Em períodos de epidemia, a participação da população se torna decisiva, já que grande parte dos criadouros está dentro dos imóveis ou em áreas próximas às residências.
Os sintomas mais comuns da dengue incluem febre alta, dor no corpo, dor nas articulações, dor atrás dos olhos, dor de cabeça, mal-estar, falta de apetite e manchas vermelhas pelo corpo. Sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência, irritabilidade ou piora do estado geral, exigem atendimento médico imediato.
Em caso de suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde e evitar automedicação, especialmente com remédios que possam aumentar o risco de sangramentos. A terceira morte confirmada em Taubaté mostra que a dengue segue representando risco real e exige atenção constante do poder público e dos moradores. Em uma epidemia, cada foco eliminado pode significar menos casos, menos internações e menos vidas perdidas.


