Sexta-feira, Maio 1, 2026
Plantão Policial

PROMESSA DE R$ 53 MIL TERMINA EM PREJUÍZO: APOSENTADA CAI NO GOLPE DO FALSO ADVOGADO EM PIQUETE

Uma promessa de dinheiro fácil terminou em prejuízo e revolta para uma aposentada de 60 anos em Piquete. A mulher perdeu R$ 9 mil após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por advogados e usaram o WhatsApp para convencer a vítima de que ela teria valores altos a receber de um suposto processo judicial. O caso foi registrado como estelionato e agora é investigado pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, o golpista iniciou contato primeiro com o marido da vítima, apresentando-se como advogado do casal. Durante a conversa, afirmou que ambos teriam sido beneficiados em uma ação judicial e que existiria uma quantia de aproximadamente R$ 53 mil disponível para saque.

Para tornar a história convincente, o criminoso utilizou linguagem jurídica, demonstrou conhecimento de informações pessoais e alegou que o dinheiro só poderia ser liberado mediante um pagamento antecipado. A justificativa apresentada era a necessidade de quitar supostos custos tributários relacionados à liberação do valor.

A aposentada acreditou na narrativa e seguiu as orientações recebidas pelo aplicativo de mensagens. Segundo o registro policial, o golpista usou inicialmente um número com DDD 12 e, em seguida, informou que o contato passaria a ser feito por outro telefone, desta vez com DDD 61. Ele alegou que o segundo número estaria ligado a um canal do tribunal responsável pelo processo.

Durante as conversas, houve chamadas de vídeo para aumentar a credibilidade da fraude. No entanto, o suspeito manteve a câmera desligada durante todo o contato, impedindo a identificação visual.

Confiando na suposta orientação jurídica, a vítima realizou uma TED no valor de R$ 9 mil por meio do aplicativo da Caixa Econômica Federal. O dinheiro foi transferido para uma conta indicada pelo criminoso.

A suspeita começou a surgir logo após a operação bancária. Segundo o boletim, o falso advogado passou a insistir para que a vítima acessasse a área de empréstimos do aplicativo bancário, sugerindo novas movimentações financeiras.

Desconfiados, a aposentada e o marido decidiram verificar as informações pessoalmente. O casal foi até o endereço citado pelo suposto advogado e descobriu que tudo não passava de uma fraude.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Piquete como estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. Até o momento, ninguém foi preso.

A Polícia Civil deve analisar os números utilizados nas conversas, dados bancários, comprovantes de transferência e demais informações fornecidas pela vítima para tentar rastrear os responsáveis.

Segundo especialistas em segurança digital, o golpe do falso advogado tem crescido em diversas regiões do país. Os criminosos utilizam nomes reais de profissionais, linguagem técnica e pressão emocional para convencer vítimas a realizar pagamentos.

Em muitos casos, o golpe começa com promessas de indenizações, processos ganhos, precatórios ou liberações financeiras inesperadas. A estratégia é criar sensação de urgência, fazendo com que a vítima aja rapidamente sem verificar a autenticidade das informações.

A orientação das autoridades é desconfiar de contatos feitos exclusivamente por aplicativos de mensagens, principalmente quando há pedido de transferência bancária antecipada.

Também é recomendado confirmar qualquer informação diretamente com escritórios oficiais, utilizar telefones conhecidos e evitar movimentações financeiras antes de checar a veracidade do processo.

O caso de Piquete reforça o alerta sobre a atuação crescente de golpistas que exploram a confiança das vítimas e utilizam tecnologia para aplicar fraudes cada vez mais elaboradas.

Imagem ilustrativa

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