Sexta-feira, Abril 24, 2026
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CASAL LIGADO A SÃO JOSÉ DOS CAMPOS TEM FIANÇA DE R$ 1 MILHÃO APÓS PRISÃO NOS EUA POR ESQUEMA MILIONÁRIO

Um casal com ligação direta a São José dos Campos está no centro de uma investigação internacional que envolve acusações de fraude, extorsão e movimentação milionária nos Estados Unidos. Presos em operação realizada na quarta-feira (22), Vagner Soares de Almeida e Juliana Colucci tiveram a fiança fixada em US$ 100 mil para cada um, totalizando cerca de R$ 1 milhão na cotação atual.

Os dois fazem parte de um grupo de quatro brasileiros detidos pelas autoridades americanas sob suspeita de participação em um esquema que pode ter movimentado mais de US$ 20 milhões. Além do casal, também foram presos Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva.

O caso ganhou repercussão internacional e colocou São José dos Campos no centro das investigações, já que a cidade abriga a sede da empresa Legacy Imigra, apontada como pivô do esquema investigado.

Segundo documentos divulgados pelas autoridades dos Estados Unidos, Vagner e Juliana tiveram a fiança estipulada pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange, na Califórnia. As acusações indicam que o grupo atuava oferecendo supostos serviços de imigração, atraindo brasileiros que buscavam regularização migratória e pedidos de asilo.

As investigações apontam que o esquema era estruturado por meio de promessas consideradas enganosas, utilizando informações falsas e estratégias de manipulação para convencer clientes a continuar pagando pelos serviços.

Em declaração oficial, o xerife John Mina, do Condado de Orange, classificou o caso como extremamente grave. Segundo ele, os suspeitos teriam enriquecido por meio de um modelo de negócios baseado em manipulação, fraude, mentiras e extorsão.

A fala do oficial reforçou a dimensão da investigação e ampliou a repercussão do caso, especialmente no Vale do Paraíba, região onde o casal possui vínculos empresariais.

De acordo com as autoridades americanas, o esquema teria movimentado mais de US$ 20 milhões, sendo considerado um dos maiores já identificados envolvendo falsas promessas de imigração. A empresa investigada se apresentava como especializada em assessoria migratória, oferecendo ajuda a estrangeiros que buscavam permanência legal nos Estados Unidos.

No entanto, as apurações indicam que muitos dos processos eram conduzidos com informações sem respaldo jurídico, o que colocava clientes em situação vulnerável. A suspeita é de que o grupo utilizasse pressão psicológica e estratégias de convencimento para manter pagamentos recorrentes.

Até o momento, sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos financeiros que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil. As autoridades acreditam, porém, que o número de pessoas afetadas possa ser muito maior.

O grupo é investigado por associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia. As investigações continuam em andamento e contam com atuação conjunta do Gabinete do Xerife, da agência de Investigações de Segurança Interna dos Estados Unidos e da Procuradoria-Geral da Flórida.

O caso segue repercutindo tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, principalmente pela dimensão financeira do esquema e pelos possíveis impactos sobre vítimas que acreditavam estar buscando uma oportunidade legal de imigração.

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