ROMU SURGE COMO ANJO NA MADRUGADA E SALVA BEBÊ DE APENAS 14 DIAS EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Era madrugada de domingo, dia 19, quando o relógio se aproximava das duas da manhã e o silêncio da noite foi rasgado pelo desespero de uma mãe. Em São José dos Campos, o que era para ser apenas mais uma rotina de cuidados com uma recém-nascida se transformou em uma corrida contra o tempo, onde cada segundo valia uma vida.
A pequena Maitê Luísa, de apenas 14 dias, havia mamado normalmente. A mãe, Érica Ferreira Silva, seguiu o ritual comum, colocou a bebê para arrotar e, em seguida, para dormir. Mas algo saiu do controle. A criança começou a regurgitar leite e, em questão de instantes, ficou roxa, sem reação. O desespero tomou conta.
Sem pensar duas vezes, Érica pediu ajuda ao cunhado e partiram em direção à UPA Campo dos Alemães. Mas como se o destino ainda quisesse testar os nervos daquela família, o carro parou no meio do caminho, sem combustível. Era o cenário perfeito para o pior acontecer.
Foi então que, no meio da escuridão e da tensão, surgiu a esperança sobre quatro rodas. Uma equipe da Ronda Ostensiva Municipal, a ROMU, que realizava patrulhamento pela região, apareceu exatamente no momento em que tudo parecia perdido. Érica sinalizou, a viatura parou e, naquele instante, o improvável virou milagre.
O guarda civil municipal Cordeiro, recém-formado na turma de 2025, não hesitou. Com técnica e sangue frio, realizou a manobra de desengasgo ainda no local. Foram segundos de pura tensão até que a bebê reagisse. A vida venceu.
A emoção tomou conta. Não só da mãe, que viu sua filha voltar a respirar, mas também dos próprios agentes, que sentiram o peso daquele momento. Maitê foi colocada nos braços da equipe, e ali, entre sirenes e esperança, nasceu novamente.
Na sequência, mãe e filha foram levadas até a unidade de saúde, onde a recém-nascida permaneceu em observação, já fora de risco.
A ocorrência escancara algo que muitas vezes passa despercebido no dia a dia: o valor do patrulhamento nas ruas e o preparo dos agentes. Mesmo no início da carreira, o GCM Cordeiro mostrou que, quando a farda veste compromisso, ela também carrega vidas.
E fica o alerta que pode fazer a diferença entre o desespero e o alívio. Em casos de engasgo em bebês, quando a criança não consegue chorar ou respirar e apresenta coloração arroxeada, é fundamental acionar imediatamente o SAMU pelo 192 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. Enquanto o socorro não chega, a manobra correta pode salvar uma vida: cinco tapinhas nas costas com o bebê inclinado para baixo e cinco compressões no peito, repetindo o ciclo até a respiração retornar.
Naquela madrugada, em São José dos Campos, não foi apenas uma ocorrência. Foi um encontro entre o acaso e o preparo. E no final dessa história, quem venceu foi a vida.


