POLÍCIA PRENDE ÚLTIMO SUSPEITO DE EXECUÇÃO DE EMPRESÁRIO EM CAMPOS DO JORDÃO APÓS CRIME BRUTAL COM INCÊNDIO
Depois de dias de investigação intensa, cruzamento de informações e trabalho silencioso nos bastidores, a Polícia Civil colocou as mãos no último suspeito apontado como peça-chave na execução do empresário Vinícius Augusto dos Santos Moreira, de 31 anos, dono da lanchonete Vini Assados, em Campos do Jordão. Um crime que não apenas tirou uma vida, mas deixou um rastro de medo, fogo e sangue.
A prisão aconteceu no sábado, dia 18, em uma área de difícil acesso conhecida como Pedra Mármore, próxima à divisa entre São Paulo e Minas Gerais. O local, isolado e estratégico, indica que o suspeito tentava se esconder da polícia enquanto o cerco se apertava. Mas não adiantou. O Setor de Investigações Gerais da delegacia de Campos do Jordão, sob coordenação do delegado Luís Geraldo, já havia montado o quebra-cabeça.
E as peças começam a se encaixar em uma história que vai além de um simples crime. Segundo apuração policial, o homem preso é apontado como agiota e teria ligação direta com uma dívida contraída pela vítima. A linha investigativa mais forte é de que o assassinato foi encomendado ou motivado por cobrança, o que transforma o caso em uma execução fria, calculada e sem espaço para negociação.
O crime aconteceu na madrugada de quarta-feira, dia 2, por volta de 0h30. Dentro da própria lanchonete, na Rua Brigadeiro Jordão, no bairro Abernéssia, o que era um local de trabalho virou cenário de terror. Os criminosos invadiram o estabelecimento simulando um assalto. Mandaram todos ao chão. Criaram o clima. E, em seguida, veio o disparo. Um tiro na cabeça. Direto. Sem aviso. Sem chance.
Execução.
Como se não bastasse, os autores ainda atearam fogo no imóvel. Uma tentativa clara de apagar vestígios, destruir provas e dificultar a perícia. Mas o fogo também deixou marcas humanas. Duas funcionárias ficaram feridas, foram socorridas às pressas e encaminhadas ao hospital, vítimas colaterais de uma ação violenta e planejada.
Antes da captura deste último suspeito, a polícia já havia avançado com força. Na quinta-feira, dia 16, uma operação conjunta reuniu Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal. Dois homens foram presos. Um deles localizado no bairro Vila Santo Antônio. O outro tentou fugir. Houve perseguição. Sirene ligada, tensão no ar, e o desfecho veio na Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, onde acabou capturado.
Durante essa ação, os agentes apreenderam celulares e cerca de R$ 20 mil em dinheiro, elementos que agora fazem parte da investigação e podem ajudar a esclarecer ainda mais a dinâmica do crime. Um dos presos é apontado como o autor do disparo que matou o empresário, o executor direto de uma ação que, ao que tudo indica, foi pensada nos mínimos detalhes.
Com a prisão do último suspeito, a Polícia Civil considera que conseguiu desmontar o núcleo principal envolvido na execução. Mas o trabalho não termina aqui. As investigações continuam para esclarecer cada passo, cada ligação, cada ordem dada. A polícia quer saber quem planejou, quem executou e se há outros nomes por trás dessa engrenagem criminosa.

