GRUPO SUÇUARANA INTENSIFICA BUSCAS POR WELLINGTON EM ÁREA DE MATA E ESPERANÇA DA FAMÍLIA SE MANTÉM VIVA EM SÃO JOSÉ
A angústia da família de Wellington Silva Rangel Pereira, de 23 anos, continua mobilizando uma grande operação de buscas em São José dos Campos. Na manhã deste domingo, o Grupo Suçuarana, equipe voluntária especializada em resgate, salvamento e buscas em áreas de mata, iniciou uma nova força-tarefa na tentativa de localizar o jovem pedreiro desaparecido desde o fim de março.
Ao todo, 12 integrantes do Grupo Suçuarana participam da operação, que acontece em uma área de mata fechada às margens de um córrego no bairro Jardim da Granja, região sudeste da cidade. O local passou a ser o principal foco das buscas após o surgimento de indícios de que Wellington possa ter sido morto e ocultado na região.
A atuação do Grupo Suçuarana ocorre em apoio direto à Polícia Civil, que conduz a investigação do desaparecimento. Conhecidos pelo trabalho técnico em ocorrências de alta complexidade em terrenos de difícil acesso, os voluntários utilizam estratégias de varredura terrestre e aérea para ampliar as chances de localização.
Segundo Clayton de Campos, coordenador do Grupo Suçuarana, os voluntários foram divididos em duas equipes para percorrer toda a extensão do córrego em sentidos opostos, garantindo uma busca minuciosa em cada trecho da área investigada. Antes da entrada em campo, a equipe também utilizou um drone para sobrevoar a região e mapear o terreno.
“Dividimos os voluntários em dois sentidos para realmente varrer toda a extensão do córrego em busca desse jovem”, explicou o coordenador.
As buscas se concentram no final da rua Madre Maria Gema de Jesus, local onde policiais civis estiveram na última sexta-feira durante diligências e encontraram uma bermuda que teria sido reconhecida pela mãe de Wellington. A peça apresentava marcas de sangue e foi imediatamente apreendida para exames periciais.
Além da bermuda, os investigadores localizaram também um carrinho de mão na área, objeto que, segundo a apuração policial, teria sido utilizado pelo pedreiro antes de desaparecer. O material recolhido será submetido à perícia, enquanto exames de DNA já foram solicitados para comparar o sangue encontrado com o material genético dos pais de Wellington.
O desaparecimento ocorreu no dia 30 de março, quando Wellington saiu de casa dizendo que iria trabalhar no Jardim da Granja e nunca mais retornou. Desde então, familiares percorrem bairros, recebem denúncias, seguem pistas e vivem dias de aflição em busca de respostas.
A mãe do jovem, Leila Silva, acompanha as buscas com esperança e desespero, aguardando qualquer notícia que possa trazer esclarecimentos sobre o paradeiro do filho.
Enquanto o Grupo Suçuarana segue vasculhando a mata e o leito do córrego, a Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer se Wellington foi vítima de um crime.
Quem tiver qualquer informação que possa ajudar pode entrar em contato pelo telefone (12) 99138-2904, diretamente com a família.


