MORRE SEGUNDA VÍTIMA DE ATAQUE A TIROS EM ITATIAIA E CASO PASSA A SER TRATADO COMO DUPLO HOMICÍDIO
A violência que já havia causado pânico no bairro Vila Odete, em Itatiaia, ganhou um desfecho ainda mais trágico e revoltante. A segunda vítima do ataque a tiros registrado nas proximidades do cemitério municipal não resistiu aos ferimentos após dias de internação, transformando definitivamente o caso em duplo homicídio e ampliando a comoção entre os moradores da cidade.
De acordo com informações apuradas por veículos regionais, como o Diário do Vale e o A Voz da Cidade, o crime aconteceu na sexta-feira, dia 27 de março, quando criminosos armados abriram fogo nas imediações do cemitério municipal, no bairro Vila Odete. O alvo principal era um homem apontado como responsável pelo cemitério da cidade, que foi atingido por diversos disparos e morreu ainda no local, antes mesmo da chegada do socorro.
No momento da ação, uma segunda vítima acabou sendo atingida de forma indireta. Trata-se de Ana Francisca dos Santos Belarmino, de 55 anos, funcionária da capela mortuária, que estava sentada em uma praça nas proximidades quando foi surpreendida pela sequência de tiros. Sem qualquer chance de se proteger, ela foi atingida e socorrida em estado gravíssimo, sendo encaminhada para uma unidade de saúde da região.
Ana permaneceu internada por vários dias, em luta constante pela vida, enquanto familiares, amigos e colegas de trabalho acompanhavam com apreensão cada atualização sobre seu estado de saúde. No entanto, nesta quinta-feira, dia 9 de abril, veio a confirmação mais temida: ela não resistiu aos ferimentos e morreu, tornando-se a segunda vítima fatal do ataque.
Relatos de moradores indicam que mais de 15 disparos foram ouvidos no momento do crime, o que provocou correria, medo e desespero entre pessoas que estavam nas proximidades. A intensidade dos tiros e a forma como a ação foi executada reforçam a suspeita de que o crime tenha sido uma execução direcionada, possivelmente ligada a algum tipo de acerto de contas, embora essa hipótese ainda dependa de confirmação oficial.
Com a morte de Ana, o caso passa a ser tratado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro como duplo homicídio. As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer a autoria do crime, a motivação e se há outros envolvidos na ação criminosa. Até o momento, ninguém foi preso.
A morte da funcionária da capela mortuária gerou forte comoção na comunidade de Itatiaia. Conhecida no ambiente de trabalho e entre moradores da região, Ana passa a simbolizar mais uma vítima inocente da violência, atingida por um crime que, ao que tudo indica, não tinha relação direta com ela.
O episódio escancara a brutalidade da violência armada e evidencia o risco enfrentado por qualquer cidadão, mesmo em locais considerados rotineiros e tranquilos. Enquanto a cidade tenta lidar com o impacto da tragédia, a cobrança por respostas e justiça cresce, na esperança de que os responsáveis sejam identificados e punidos.


