Quarta-feira, Abril 8, 2026
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CRIME BRUTAL EM ADEGA CHOCA JACAREÍ E TRIO ACUSADO DE EXECUÇÃO VAI ENCARAR JÚRI POPULAR

A Justiça decidiu, na quarta-feira, dia 8 de abril de 2026, que os três homens acusados de matar um jovem e tentar executar outro em frente a uma adega em Jacareí irão a júri popular. A decisão marca um novo capítulo em um caso que abalou a cidade pela violência e pelas circunstâncias cruéis do crime. Apesar da determinação, ainda não há data definida para o julgamento.

Os réus Weverton de Souza Gonçalves, João Victor Nelson e Jéferson Donizete Ribeiro passam a responder formalmente perante o Tribunal do Júri por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A decisão de pronúncia reconhece que há elementos suficientes para que a sociedade julgue o caso. As defesas de João Victor e Weverton já informaram que irão recorrer, sustentando possíveis falhas nas provas e reforçando que os acusados devem ser considerados inocentes até decisão final. A defesa de Jéferson não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.

O crime ocorreu na madrugada de domingo, dia 4 de maio de 2025, em frente a uma adega localizada na rua Otaviano Câmara, no bairro Jardim Independência. Naquela noite, o que começou como um momento comum entre amigos terminou em tragédia. Marcos Felipe dos Santos Francisco, de 21 anos, foi atingido por pelo menos três disparos, sendo baleado no pescoço, nas costas e no abdômen. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, deixando familiares e amigos em estado de choque.

Ao lado dele estava um amigo, de apenas 18 anos, que também foi alvo dos disparos. O jovem foi atingido no braço, mas conseguiu sobreviver após receber atendimento médico. O relato de uma mulher que acompanhava os dois foi fundamental para esclarecer a dinâmica do crime. Segundo ela, um grupo de homens chegou ao local e passou a encarar as vítimas de forma provocativa. A situação rapidamente saiu do controle, evoluindo para uma discussão e, em seguida, para uma briga.

Durante o confronto, os suspeitos teriam sacado armas de fogo e efetuado diversos disparos à queima-roupa, sem dar qualquer chance de defesa às vítimas. A violência da ação e a forma como o crime foi executado chamaram a atenção das autoridades.

Na decisão judicial, a magistrada Fernanda Ambrogi destacou que o crime apresenta características graves, tendo sido praticado por motivo fútil, com uso de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Esses fatores qualificam o homicídio e aumentam o peso das acusações contra os réus.

Diante da gravidade do caso, a juíza também determinou que os três acusados permaneçam presos preventivamente até a realização do julgamento, entendendo que a liberdade dos réus poderia representar risco à ordem pública.

O caso foi inicialmente registrado como homicídio e tentativa de homicídio na Delegacia Seccional de Jacareí e desde então vinha sendo acompanhado de perto pelas autoridades. Agora, com a decisão de levar os acusados ao júri popular, o processo entra em sua fase mais decisiva, onde sete jurados, representantes da sociedade, terão a responsabilidade de decidir o destino dos envolvidos.

O episódio, que marcou a madrugada de 4 de maio de 2025 com sangue e revolta, segue vivo na memória da população de Jacareí e caminha para um desfecho que promete ser acompanhado com grande expectativa e comoção.

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