Criança de 3 anos tem parte da orelha arrancada em ataque brutal de cachorro e avó fica ferida ao tentar salvar o neto
Uma tarde que parecia comum terminou em cenas de puro desespero e violência em Piquete, no interior de São Paulo. Um menino de apenas 3 anos foi vítima de um ataque brutal de um cachorro e teve parte da orelha arrancada, enquanto a avó, de 66 anos, ficou ferida ao se colocar na frente do neto para tentar salvá-lo.
O caso, que causou forte comoção entre moradores, aconteceu na sexta-feira (27), no bairro Vila Cristiana, e está sendo investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, a criança estava na frente de casa acompanhada da avó, que conversava tranquilamente com uma vizinha, quando a situação saiu completamente do controle. O portão de uma residência próxima foi aberto e, em questão de segundos, o cachorro saiu para a rua.
Sem qualquer chance de reação, o animal avançou de forma extremamente agressiva contra o grupo. Segundo o relato da idosa, o cachorro aparenta ser da raça pitbull. A violência do ataque foi imediata: o animal partiu diretamente para cima da criança, abocanhando sua orelha e arrancando parte dela.
O que se seguiu foi um cenário de pânico. Gritos, correria e tentativas desesperadas de conter o animal tomaram conta da rua. Mesmo diante da intervenção da avó e da vizinha, o cachorro continuou agressivo, dificultando qualquer tentativa de resgate imediato.
Determinada a salvar o neto, a idosa se colocou entre o animal e a criança, sendo também atacada. Ela sofreu mordidas na coxa e no pé, ferimentos que evidenciam a violência do momento e o esforço extremo para proteger o menino.
Após instantes de tensão, o cachorro foi finalmente contido. O menino, gravemente ferido, foi socorrido com urgência e encaminhado ao hospital, onde passou por cirurgia devido à gravidade da lesão na orelha. O estado de saúde não foi detalhado, mas o impacto físico e emocional do ocorrido é evidente.
A avó também recebeu atendimento médico pelos ferimentos sofridos durante o ataque.
Segundo o registro policial, o cachorro pertence à moradora da casa de onde saiu. O boletim aponta ainda que o portão teria sido aberto pelo companheiro da dona do animal, que posteriormente conseguiu recolher o cachorro após o ocorrido.
O caso foi registrado como lesão corporal e omissão de cautela na guarda de animal — uma tipificação que levanta questionamentos importantes sobre a responsabilidade dos tutores em situações como essa.
A Polícia Civil agora trabalha para esclarecer todos os detalhes do episódio e apurar possíveis responsabilidades criminais.
A brutalidade do ataque chocou a cidade e acendeu um alerta urgente: a guarda de animais, especialmente os de grande porte, exige responsabilidade, cuidado e vigilância constante. Um descuido de segundos foi suficiente para transformar uma cena cotidiana em um episódio marcado por dor, trauma e revolta.


