EXECUÇÃO DE POLICIAL TEM RAMIFICAÇÃO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E EXPÕE ESQUEMA CRIMINOSO INTERESTADUAL
A execução do policial civil Carlos José Queirós Viana, em Niterói, no Rio de Janeiro, revelou um esquema criminoso que ultrapassa os limites do estado e chega diretamente ao interior paulista. O caso ganhou força após a identificação de que os suspeitos utilizaram uma placa clonada de um veículo registrado em São José dos Campos para monitorar a vítima antes do crime.
Neste domingo, dia 29 de março de 2026, novos detalhes reforçam que a ação foi planejada com antecedência e executada de forma organizada. Cinco homens estão presos acusados de participação direta no homicídio e também por envolvimento na clonagem da placa utilizada no veículo que acompanhava o policial.
De acordo com as investigações, os criminosos se aproveitaram de um anúncio em rede social, onde um carro era colocado à venda com a placa visível. A partir dessas informações, conseguiram copiar os dados, adquirir um veículo do mesmo modelo e circular com a identificação adulterada, sem levantar suspeitas durante o período de monitoramento.
A vítima foi seguida por mais de um mês. Durante esse tempo, os suspeitos observaram a rotina, horários e deslocamentos até o momento em que decidiram agir. O ataque aconteceu na porta da residência do policial, no bairro de Piratininga, de forma rápida e direta, sem qualquer chance de reação.
As imagens analisadas pela polícia mostram que o crime contou com apoio logístico. Um carro e uma motocicleta atuaram em conjunto, saindo da Baixada Fluminense, passando por pedágios sem pagamento e seguindo até Niterói. Após a execução, a fuga ocorreu de forma coordenada, com o motociclista dando suporte ao veículo dos executores.
Na tentativa de eliminar provas, o carro utilizado no crime foi incendiado em uma área de difícil acesso. Mesmo assim, a polícia conseguiu agir rapidamente e prender três suspeitos ainda durante a fuga. Com eles, foram apreendidas armas que, após perícia, foram relacionadas a outros homicídios registrados anteriormente, o que levanta a suspeita de atuação do grupo em diferentes crimes.
Dentro do veículo de fuga, também foram encontradas placas clonadas e materiais que indicam a tentativa de ocultar evidências. Impressões digitais encontradas nesses itens ajudaram a identificar outro envolvido, apontado como responsável por dar suporte à ação criminosa.
A clonagem foi confirmada após sistemas de monitoramento registrarem o veículo original circulando normalmente em São José dos Campos, enquanto outro carro com a mesma placa era utilizado no Rio de Janeiro durante o crime.
Entre os presos, um dos investigados é apontado como líder do grupo e responsável pelo planejamento da execução. Segundo a polícia, ele mantinha contato constante com os demais envolvidos e acompanhava o monitoramento da vítima, inclusive no dia do crime.
Apesar das provas reunidas até o momento, todos os acusados negam envolvimento. As defesas contestam as acusações e alegam falta de elementos concretos que comprovem a participação direta de seus clientes.
A investigação segue em andamento e busca esclarecer quem teria ordenado o crime e qual foi a motivação da execução. O caso continua aberto e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.


