Sexta-feira, Março 27, 2026
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Terror no Consultório: Psicólogo de 61 Anos é Preso por Estuprar Criança em SJC

O que deveria ser um refúgio de cura e segurança absoluta transformou-se no cenário de um crime que desafia a ética e estarrece a sociedade de São José dos Campos. Na noite desta quinta-feira (26), a Polícia Militar, por meio de uma operação precisa da Força Tática, colocou fim à liberdade de um psicólogo de 61 anos, acusado de um dos crimes mais vis previstos no ordenamento jurídico: o estupro de vulnerável contra uma paciente de apenas 12 anos. O suspeito foi interceptado enquanto conduzia um Chevrolet Onix branco pela Avenida Dr. Sebastião Henrique da Cunha Pontes, no Jardim das Palmeiras, após a expedição de um mandado de prisão temporária que confirma a gravidade das evidências colhidas até o momento. A prisão é o desdobramento de um pesadelo que teve início no último dia 17 de março, dentro de um consultório localizado na Rua República do Iraque, no Jardim Oswaldo Cruz, onde a confiança de uma família foi brutalmente traída por quem tinha o dever legal de proteger a saúde mental da vítima.

Os detalhes que emergem da investigação são de uma crueza insuportável, revelando que o crime ocorreu durante uma consulta individual. Aproveitando-se do isolamento da sala e da vulnerabilidade da criança, o profissional teria realizado contatos físicos inapropriados e proferido frases de cunho sexual, tentando silenciar a vítima com orientações manipuladoras para que o ocorrido jamais saísse dali. No entanto, a força da adolescente rompeu a barreira do medo; ao sair da sessão em estado de choque profundo, ela buscou refúgio no banheiro do prédio, onde desabou em choro. Foi ali, em um grito de socorro desesperado, que ela relatou os abusos a uma testemunha que prontamente acionou a família. O relato ganha contornos ainda mais dramáticos pelo fato de que o pai da menina, que também era paciente do mesmo profissional, aguardava tranquilamente na recepção no momento do abuso, sem imaginar que, a poucos metros de distância, sua filha estava sendo vitimada por um predador disfarçado de terapeuta.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), destaca que o depoimento da vítima foi classificado como firme, coerente e livre de qualquer sinal de contradição, o que fundamentou a necessidade da prisão imediata para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações. Para evitar que a criança sofra novos traumas ao ter que repetir sua história, as autoridades confirmaram que o depoimento oficial será realizado via escuta especializada, garantindo um ambiente humanizado e protegido. Enquanto o psicólogo permanece detido na Central de Polícia Judiciária à disposição da Justiça, o caso serve como um alerta urgente sobre a necessidade de vigilância constante, mesmo em ambientes teoricamente seguros, reforçando que nenhum título acadêmico ou prestígio profissional servirá de escudo para quem violenta a inocência de uma criança.

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