Sexta-feira, Março 27, 2026
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Barbárie no Vale revolta população e família exige justiça após gatinha ser arremessada em rio

A cena é daquelas que revoltam, indignam e deixam qualquer pessoa sem palavras. A família da gatinha Safira vive momentos de profunda indignação após a circulação de um vídeo que mostra o animal sendo cruelmente arremessado no Rio Paraitinga, em São Luiz do Paraitinga. O caso, revelado nesta quarta-feira (25), rapidamente se espalhou pelas redes sociais e gerou uma onda de revolta em toda a região.

Sem esconder a dor e a revolta, a filha da tutora, Maryan Almeida, usou as redes sociais para desabafar e cobrar providências. Em palavras duras, ela classificou os responsáveis como covardes e deixou claro que a família não pretende deixar o caso passar impune. A indignação, segundo ela, vai além da violência, trata-se de um ato frio, cruel e completamente desumano.

O vídeo que circula amplamente mostra um adolescente caminhando sobre uma ponte com a gata nos braços. Em poucos segundos, ele simplesmente arremessa o animal no rio, como se a vida ali não tivesse qualquer valor. A naturalidade da ação e o fato de tudo ter sido filmado aumentaram ainda mais a revolta de quem assistiu às imagens.

Apesar da brutalidade, Safira sobreviveu. A gata foi encontrada pouco tempo depois, sem ferimentos aparentes, mas em estado de choque, assustada e vulnerável. O desfecho, que poderia ter sido trágico, não diminui a gravidade do ocorrido, que segue gerando comoção e pedidos por justiça.

Com a repercussão negativa, um dos adolescentes envolvidos, responsável pela gravação, publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. No texto, reconheceu o erro, afirmou que não há justificativa para a atitude e disse estar arrependido, alegando ainda que pretende arcar com as consequências. Também afirmou que o vídeo foi gravado meses antes de sua divulgação, o que não amenizou a indignação pública.

A Polícia Civil registrou o caso como ato infracional análogo ao crime de maus tratos a animais, conforme previsto na legislação ambiental. Por envolver menores de idade, o caso será conduzido com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, com encaminhamento à Vara da Infância e Juventude. O Conselho Tutelar poderá acompanhar o desdobramento da ocorrência.

A denúncia foi formalizada com apoio de ativistas da causa animal, que reforçam a gravidade da situação, especialmente pela exposição do ato nas redes sociais. As investigações seguem em andamento, enquanto cresce a pressão da sociedade por uma resposta firme diante de um episódio que escancarou a crueldade e chocou o Vale do Paraíba.

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