JOVEM É MORTO COM TIRO NO OLHO EM MATA DE DIFÍCIL ACESSO EM CUNHA; AUTOR CONFESSA CRIME E ACABA PRESO
Uma ocorrência brutal marcou a manhã de terça-feira (24) na zona rural de Cunha e mobilizou forças policiais em uma região de difícil acesso. Em meio à mata fechada do Parque Nacional da Bocaina, um jovem de 25 anos foi encontrado morto com um disparo de arma de fogo na região do olho, em um crime que, segundo as investigações, teve motivação fútil.
A vítima, Eliaby de Oliveira Benedito, foi localizada já sem vida em uma área isolada da Estrada do Bangu. O local apresenta condições extremamente precárias de acesso, sendo possível chegar apenas por trilhas, com deslocamento que pode ultrapassar uma hora e meia, mesmo utilizando motocicletas.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 6h10 e enfrentou dificuldades para alcançar o ponto exato da ocorrência. Ao chegarem, os agentes constataram o óbito e a gravidade da situação, diante de um cenário que evidenciava a execução da vítima.
As primeiras informações chegaram por meio de familiares, após comunicação feita por Lindomar de Oliveira Benedito, irmão da vítima. A partir daí, teve início uma rápida mobilização para localizar o autor do crime, identificado inicialmente apenas pelo apelido de “Jony”.
Durante diligências na região, os policiais conseguiram localizar o suspeito na garupa de uma motocicleta, que era conduzida por Ricardo Davi Paes Pereira. Na abordagem, não houve resistência. O suspeito, identificado como Jonathan Pereira Peres da Silva, confessou a autoria do homicídio no momento da ação policial.
Ele também indicou o local onde havia escondido a arma utilizada no crime, uma espingarda calibre 28, posteriormente apreendida na residência de uma parente. O armamento estava em bom estado e com munições intactas, o que reforçou os elementos de prova.
Além do homicídio, as investigações apontaram a ocorrência de outros crimes relacionados ao caso, como ameaça e ações de favorecimento após o delito. Ricardo foi enquadrado por favorecimento pessoal, enquanto outra pessoa poderá responder por favorecimento real.
Diante da materialidade e da autoria já confirmadas, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante de Jonathan e representou pela sua prisão preventiva, considerando a gravidade do crime e o risco que sua liberdade pode representar ao andamento das investigações.
A perícia técnica foi acionada para análise do local, apesar das limitações impostas pela geografia da área. O corpo da vítima foi removido após os procedimentos iniciais.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Cunha, que trabalha para esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
O episódio evidencia não apenas a violência do ato, mas também a complexidade das operações policiais em regiões isoladas, onde o acesso é difícil, mas a atuação das forças de segurança permanece firme.


