FILHA QUE PESQUISOU NA INTERNET “COMO CARBONIZAR CORPO” É CONDENADA A MAIS DE 30 ANOS POR MATAR A PRÓPRIA MÃE EM ITAJUBÁ
Um crime que chocou moradores do Sul de Minas ganhou um novo capítulo com a condenação da mulher acusada de assassinar a própria mãe após pesquisar na internet maneiras de matar e ocultar um cadáver. A Justiça condenou a mais de 30 anos de prisão uma mulher de 53 anos pelo homicídio da mãe, a idosa Mariana Arlete Santana Bittencourt, de 78 anos, em Itajubá (MG).
O caso ocorreu em 27 de abril de 2025 e ganhou repercussão nacional pela frieza do planejamento revelado durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, a filha realizou diversas buscas na internet antes do crime, pesquisando termos relacionados a métodos de matar, carbonizar um corpo e dificultar o trabalho da perícia criminal.
De acordo com o inquérito policial, a vítima foi morta dentro da própria residência após ser asfixiada com clorofórmio. A investigação apontou ainda que a autora tentou incendiar o corpo da mãe para destruir provas, numa tentativa de dificultar a identificação das circunstâncias da morte. No entanto, a tentativa de carbonização não teve sucesso e o corpo foi localizado dias depois.
Durante as apurações, os investigadores também constataram que a mulher tentou despistar a polícia. Após cometer o crime, ela teria apagado conteúdos do celular, tentado simular surpresa ao encontrar o corpo e chegou a viajar para tentar criar uma falsa normalidade.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Megale Anderi, a relação entre mãe e filha era marcada por conflitos constantes. A investigação concluiu que a motivação do crime foi financeira. Conforme apurado pela Polícia Civil, a mulher acreditava que os pais tinham a obrigação de sustentá-la e via na morte da mãe uma forma de obter acesso ao patrimônio da família.
A suspeita foi presa preventivamente em 14 de maio de 2025, após o avanço das investigações e a reunião de provas que apontavam o planejamento do crime. Desde então, ela permanece no sistema prisional.
Com a sentença divulgada agora pela Justiça em primeira instância, a acusada foi condenada a mais de 30 anos de prisão pelo homicídio qualificado da própria mãe. Apesar da condenação, a defesa ainda pode recorrer da decisão.
O caso segue sendo um dos episódios criminais mais chocantes registrados na região nos últimos anos, tanto pela brutalidade quanto pelo planejamento revelado ao longo da investigação.


