Homem condenado por matar namorada de 16 anos dormiu ao lado do corpo antes de enterrá-la
O caso que chocou moradores do Litoral Norte paulista voltou a repercutir após a condenação do homem acusado de matar a própria namorada, a adolescente Rafaela Ramos da Silva, de apenas 16 anos. Um dos detalhes mais perturbadores revelados durante a investigação foi o relato de que o criminoso passou a noite ao lado do corpo da jovem após o assassinato.
Na quinta-feira (12), Adilson da Silva de Siqueira Júnior, hoje com 26 anos, foi condenado a 28 anos de prisão em regime inicial fechado pelo crime.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o réu recebeu 26 anos de reclusão por homicídio qualificado e mais dois anos de detenção por ocultação de cadáver, além do pagamento de multa.
A decisão também determinou que ele não poderá recorrer em liberdade, seguindo entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite a execução imediata da pena após condenação pelo Tribunal do Júri.
O crime aconteceu em um sítio localizado no bairro Pegoreli, em Caraguatatuba, onde o acusado trabalhava como caseiro. Segundo as investigações, o assassinato ocorreu entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira.
Durante depoimento à polícia, o próprio autor relatou que matou Rafaela após uma discussão motivada por ciúmes. Ele afirmou ter encontrado supostas conversas no celular da adolescente e passou a suspeitar de traição.
Durante o desentendimento, ele estrangulou a jovem e a asfixiou utilizando um travesseiro, conforme registrado no boletim de ocorrência.
Após cometer o crime, o homem contou que enrolou o corpo da vítima em um lençol e permaneceu no quarto durante toda a madrugada. Segundo seu relato, ele chegou a dormir no mesmo local onde estava o corpo da adolescente.
Com medo de ser visto por um vigia que costumava circular pelo sítio durante a noite, o acusado decidiu esconder o corpo apenas na manhã seguinte.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, ao amanhecer ele cavou uma cova rasa nos fundos da propriedade e enterrou o corpo da jovem, ainda envolto no lençol.
O caso causou grande comoção na região, principalmente pela brutalidade do crime e pela pouca idade da vítima.
A prisão do suspeito ocorreu após denúncias sobre um possível feminicídio. Durante buscas realizadas pela Polícia Militar, três homens foram encontrados em atitude suspeita. Dois conseguiram fugir pela mata, mas o terceiro foi alcançado e abordado.
Com ele, os policiais encontraram duas porções de maconha, um celular e uma faca. Questionado sobre o motivo da fuga, ele afirmou que estava com medo de ser preso e acabou confessando o assassinato da namorada.
Após admitir o crime, o homem levou os policiais até o local onde havia enterrado o corpo da adolescente.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, o crime foi cometido por motivo fútil, com uso de asfixia e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação também apontou que o assassinato foi praticado contra uma mulher por razões da condição de sexo feminino, caracterizando feminicídio.
Na sentença, o juiz destacou a gravidade do crime e determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado.


