Júri condena homem a 28 anos de prisão por matar e enterrar adolescente de 16 anos no Litoral Norte
O Tribunal do Júri condenou um homem de 26 anos a 28 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato da própria namorada, Rafaela Ramos da Silva, de 16 anos, em Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista. A sentença foi proferida na quinta-feira (12), após julgamento realizado na comarca da cidade.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça de São Paulo, o réu Adilson da Silva de Siqueira Júnior recebeu 26 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado e mais dois anos de detenção por ocultação de cadáver, além do pagamento de 20 dias-multa.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, o crime foi cometido por motivo fútil, com emprego de asfixia e utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação também sustentou que o assassinato ocorreu por razões da condição de sexo feminino, o que caracteriza o crime de feminicídio.
Após o crime, conforme apontaram as investigações, o corpo da adolescente foi enterrado pelo próprio namorado, tentativa que buscava esconder o homicídio.
Na sentença, o juiz responsável pelo caso determinou que o condenado não poderá recorrer em liberdade. A decisão leva em consideração entendimento recente do Supremo Tribunal Federal, que permite a execução imediata da pena após condenação pelo Tribunal do Júri.
“Considerando recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a prisão decorrente das condenações do Júri, ao julgar o tema 1068, vedo o direito de apelar em liberdade”, diz trecho da decisão judicial.
O crime provocou forte comoção em Caraguatatuba e em outras cidades do Litoral Norte, tanto pela idade da vítima quanto pela brutalidade do caso, que mobilizou investigações até a responsabilização do autor.

