Quarta-feira, Março 11, 2026
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Crime brutal em Taubaté: homem que matou e enterrou ex-companheira na zona rural é condenado a mais de 42 anos de prisão

Um crime que chocou moradores de Taubaté e mobilizou familiares e amigos da vítima teve seu desfecho no Tribunal do Júri. O réu Luiz Felipe da Silva de Moura, de 32 anos, foi condenado a 42 anos e seis meses de prisão pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver após julgamento realizado nesta terça-feira (10). A decisão foi tomada por jurados após a análise das provas reunidas durante a investigação e dos depoimentos apresentados no plenário.

A vítima é Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos. A jovem teve a vida interrompida de forma violenta, em um caso que ganhou grande repercussão na cidade e despertou forte comoção. Durante o julgamento, familiares e amigos acompanharam atentamente cada momento da sessão e cobraram justiça pela morte de Mariana. Em alguns momentos, a emoção tomou conta do plenário, refletindo a dor e a indignação de quem convivia com a vítima.

Ao longo do julgamento foram ouvidas cinco testemunhas, além do interrogatório do próprio acusado. Promotoria e defesa apresentaram suas versões dos fatos aos jurados, que tiveram a responsabilidade de analisar os elementos do processo antes de definir o destino do réu.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que o crime ocorreu em junho de 2025. Conforme apurado, Mariana foi assassinada e, posteriormente, teve o corpo enterrado em uma área da zona rural de Taubaté, numa tentativa de ocultar o crime e dificultar a localização da vítima. O caso foi denunciado pelo Ministério Público, que sustentou a responsabilidade de Luiz Felipe pela morte da ex-companheira.

Outro ponto que pesou no processo é que Mariana possuía uma medida protetiva contra o acusado. O relacionamento entre os dois havia chegado ao fim, situação que, segundo as investigações, não teria sido aceita por Luiz Felipe. Esse histórico de conflito entre o casal foi considerado um elemento relevante dentro do conjunto de provas analisado durante o julgamento.

Imagens de câmeras de segurança também contribuíram para o avanço das investigações. Os registros ajudaram a localizar o veículo do suspeito circulando na região onde o corpo foi posteriormente encontrado enterrado, reforçando as suspeitas levantadas pelos investigadores ao longo do inquérito policial.

Durante o julgamento, a defesa do réu apresentou uma versão diferente para os fatos. O advogado sustentou que Luiz Felipe não teria cometido o assassinato e afirmou que o acusado declarou ter encontrado Mariana já sem vida. Segundo essa versão, ele teria decidido enterrar o corpo por medo de ser responsabilizado pelo crime.

Apesar da alegação da defesa, os jurados entenderam que o conjunto de provas e depoimentos apresentados no processo apontava a responsabilidade do acusado pelo feminicídio e pela ocultação do cadáver. Após a deliberação do conselho de sentença, foi anunciada a condenação de Luiz Felipe da Silva de Moura, que recebeu pena de 42 anos e seis meses de reclusão.

A decisão representa um desfecho judicial para um caso que marcou profundamente a comunidade e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher, especialmente em situações envolvendo relacionamentos abusivos e descumprimento de medidas protetivas.

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