Após temporal histórico, Guaratinguetá inicia limpeza das ruas enquanto seis pessoas ainda permanecem desalojadas
Após enfrentar uma das chuvas mais intensas registradas recentemente, Guaratinguetá começou neste sábado (7) o processo de recuperação das áreas atingidas pelo temporal que caiu entre a noite de quinta-feira (5) e a madrugada de sexta-feira (6). Com o recuo das águas nos pontos que ficaram alagados, equipes da Prefeitura e da Defesa Civil iniciaram os trabalhos de limpeza das ruas e remoção da lama acumulada. Mesmo com a melhora da situação, seis pessoas continuam desalojadas.
O volume de chuva impressionou. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a cidade registrou cerca de 150 milímetros de precipitação em poucas horas, praticamente toda a média esperada para o mês de março, que é de 163 milímetros. Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, Guaratinguetá foi o município que registrou o maior acumulado de chuva no estado durante o período.
Com a diminuição do nível da água, a manhã deste sábado foi marcada pelo início de uma operação de limpeza nas áreas afetadas. Máquinas e equipes de manutenção trabalham para retirar lama, entulho e resíduos deixados pela enchente. A prefeitura informou que ainda não há previsão para a conclusão total dos serviços.
No bairro Parque das Árvores, onde o fornecimento de energia elétrica havia sido interrompido por segurança durante o temporal, o abastecimento já foi restabelecido.
O temporal provocou alagamentos em diversos pontos da cidade. Um dos locais mais afetados foi a Avenida Ministro Salgado Filho, no bairro Pedregulho, onde dois veículos ficaram praticamente submersos pela água. Também houve registros de alagamentos nas ruas Bororó, no bairro Jardim Coelho Neto, na região da Mega Farma, no bairro Campo do Galvão, além da área próxima à ponte Cabo Chicão, no bairro Beira Rio.
Outro ponto crítico foi o bairro Pilões, onde o Rio Piagui transbordou devido ao grande volume de chuva e invadiu residências. Dez moradores precisaram deixar suas casas por causa da inundação. As famílias foram encaminhadas para um abrigo provisório montado na Escola Municipal André Freire, que teve as aulas suspensas para receber os atingidos. Parte dessas pessoas já retornou para suas residências, mas seis ainda permanecem desalojadas.
A forte chuva também provocou um deslizamento de terra na Estrada de São Sebastião, localizada na zona rural do município. O Cemaden chegou a emitir alerta para risco de novos deslizamentos na cidade durante o período de instabilidade.
Durante a madrugada do temporal, moradores de Guaratinguetá receberam alertas de risco severo emitidos pela Defesa Civil, avisando sobre a intensidade das chuvas e orientando a população a buscar locais seguros.
Apesar da melhora nas condições neste sábado, o tempo ainda exige atenção. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fim de semana será marcado por calor combinado com pancadas de chuva no Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Litoral Norte e região bragantina.
Para este sábado (7) está em vigor um alerta amarelo para chuvas intensas, com possibilidade de até 50 milímetros de chuva por dia e rajadas de vento que podem chegar a 60 quilômetros por hora. O alerta também permanece válido para o domingo (8), mantendo o cenário de instabilidade climática na região.


