Caso Daniel: sobrevivente segue desaparecido após espancamento que terminou em morte em São José dos Campos
O caso que chocou moradores da zona leste de São José dos Campos ganhou novos contornos e continua cercado de apreensão. Após o violento ataque ocorrido no bairro Jardim Santa Inês 1, um jovem morreu, dois foram brutalmente espancados e um dos sobreviventes permanece desaparecido, aumentando ainda mais a angústia de familiares e amigos.
A vítima fatal é Daniel Moura de Sousa, de 26 anos, que não resistiu às agressões sofridas durante o espancamento. O velório foi realizado no Horto São Dimas e o sepultamento ocorreu no Cemitério Horto São Dimas, em um clima de forte comoção entre parentes e pessoas próximas, que acompanharam a despedida em silêncio e consternação.
De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, Daniel estava com amigos após saírem de um churrasco quando o grupo parou em uma rua do bairro. Neste momento, eles teriam sido cercados por entre cinco e oito indivíduos, que passaram a questionar o que os jovens faziam no local.
A abordagem rapidamente evoluiu para violência extrema. Segundo o relato de uma das vítimas que conseguiu sobreviver, os agressores iniciaram uma sequência de golpes com socos, chutes, garrafas de vidro e pedaços de madeira, atingindo os três jovens de forma brutal.
Um dos sobreviventes é Michael Silva de Lima, de 25 anos, que conseguiu escapar do local mesmo ferido. Ele relatou que foi atingido na cabeça com uma garrafa de vidro durante as agressões. Após fugir, Michael foi socorrido por policiais da Força Tática e encaminhado ao Hospital da Vila Industrial, onde permanece internado recebendo atendimento médico.
Daniel, no entanto, não conseguiu escapar. Seu corpo foi localizado posteriormente por familiares que passaram a realizar buscas na região ao perceberem que ele não havia retornado para casa. O jovem foi encontrado em uma área de mata atrás de um muro, a cerca de 20 metros da Rua Doutor Domingos de Macedo Custódio. No local foram identificadas manchas de sangue e garrafas de vidro quebradas, indícios da violência do ataque.
O terceiro jovem envolvido no episódio é Eduardo, conhecido como “Dudu”, que também foi vítima das agressões e segue desaparecido. Informações preliminares indicam que, após o espancamento, ele teria sido colocado dentro de um veículo por pessoas desconhecidas. Desde então, não houve mais notícias sobre seu paradeiro, o que tem mobilizado familiares e amigos em buscas e na tentativa de obter qualquer informação que ajude a localizá-lo.
O caso foi registrado como homicídio qualificado e tentativa de homicídio, com as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas. A Polícia Civil conduz as investigações para identificar os autores do ataque e esclarecer o que motivou a violência. Até o momento, ninguém foi preso, e o desaparecimento de uma das vítimas permanece como um dos pontos mais preocupantes do caso.


