“Chance de morrer assassinado em Cruzeiro é menor que 0,01%”, afirma secretário; cidade é considerada segura e se destaca pelo forte monitoramento
O secretário municipal de Segurança Pública de Cruzeiro, coronel da reserva Cláudio Yuri, voltou a comentar os índices de violência no município e fez uma declaração que chamou atenção: segundo ele, a probabilidade de um cidadão que não esteja envolvido com crime ou tráfico morrer vítima de homicídio na cidade é inferior a 0,01%.
A fala foi feita ao relembrar o período em que Cruzeiro figurou entre as cidades com maiores taxas de homicídio no Estado de São Paulo. Para o secretário, o contexto dos números precisa ser analisado com responsabilidade.
De acordo com Cláudio Yuri, a maioria das mortes registradas nos últimos anos esteve ligada a disputas relacionadas ao tráfico de drogas, seja envolvendo integrantes do crime organizado, usuários ou pessoas utilizadas como intermediárias no comércio ilegal. Segundo ele, crimes passionais representam uma fração pequena dentro das estatísticas.
O secretário destacou que todo homicídio é uma preocupação e jamais deve ser tratado com normalidade. No entanto, argumentou que os dados demonstram que o cidadão que não se envolve com drogas ou atividades ilícitas tem probabilidade extremamente baixa de ser vítima desse tipo de crime no município.
Ele também afirmou que, por conta de um único delito específico no passado, Cruzeiro acabou recebendo um rótulo negativo que, na avaliação dele, não refletia o cenário real da cidade.
Cláudio Yuri ressaltou ainda que 2025 foi encerrado com 18 homicídios, número que representa queda de 57% em comparação à média registrada entre 2021 e 2024. Para ele, o resultado é reflexo de estratégias integradas de segurança e investimentos em monitoramento.
Hoje, Cruzeiro conta com 748 câmeras espalhadas por diversos pontos estratégicos, tornando-se uma das cidades mais monitoradas não apenas da região, mas também do Estado de São Paulo. Segundo o secretário, a tecnologia, aliada ao trabalho das forças policiais e à integração com sistemas estaduais, tem sido fundamental para reduzir índices criminais e aumentar a sensação de segurança da população.
Em paralelo, em outra oportunidade, a recém-chegada comandante da Polícia Militar no município, capitã Bruna, também reforçou o discurso de enfrentamento firme à criminalidade. Vinda da capital paulista, ela declarou que “Cruzeiro não é cidade para o crime”. Desde os primeiros dias de sua atuação, a população já percebeu mudanças na dinâmica operacional, com intensificação de comandos, ampliação do patrulhamento ostensivo e uma presença mais estratégica nas ruas, o que tem contribuído para uma maior sensação de segurança entre os moradores.

