Sábado, Março 7, 2026
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VIRADA NO CASO MC BAKKA: Justiça ouve viúva e réu por assassinato que chocou Ubatuba

A Justiça agendou para segunda-feira (2), às 14h, o depoimento da companheira de Bruno César Antunes de Souza, 39 anos, o MC Bakka, morto a tiros em Ubatuba no dia 2 de março de 2024. Ela será ouvida como testemunha na ação penal que apura o homicídio qualificado do artista, crime que abalou a cidade e ganhou repercussão em todo o Litoral Norte.

O processo tem como réu Augusto Gabriel Judic Borelli, 32 anos, preso em outubro de 2025 sob acusação de ser o autor dos disparos. Ele permanece detido e também será interrogado na audiência, juntamente com outras quatro testemunhas. A oitiva da viúva ocorrerá por videoconferência, já que ela reside em São José dos Campos.

Para a família, o depoimento representa um passo decisivo na busca por respostas. “É importante esse depoimento para que a Justiça seja feita e o caso não caia no esquecimento”, declarou a mãe do cantor, Maria Helena de Souza, 59 anos.

O crime aconteceu em frente à residência de MC Bakka, no bairro Estufa 2, por volta das 22h, na rua Portuguesa. De acordo com as investigações, o acusado mantinha relação de amizade com o cantor, circunstância que levantou questionamentos entre familiares e investigadores quanto à motivação do homicídio. Segundo a apuração policial, durante uma conversa diante da casa, Borelli teria sacado uma arma e efetuado os disparos, fugindo logo em seguida.

A brutalidade do assassinato causou ainda mais comoção por ter ocorrido diante do filho da vítima, que na época tinha apenas seis anos. Desde então, amigos e parentes promoveram mobilizações nas redes sociais pedindo justiça e informações que levassem ao paradeiro do suspeito.

Durante o período em que esteve foragido, Borelli foi procurado em diversas cidades do Vale do Paraíba, inclusive em Taubaté, onde possui familiares. A prisão, ocorrida mais de um ano após o crime, surpreendeu a família.

A mãe do artista relatou ter recebido a notícia com espanto. “A prisão me pegou até de surpresa. A gente fica desacreditada que isso pode acontecer, que ele poderia ser pego. Mas acredito que a Justiça vai ser feita”, afirmou na ocasião.

Ela também demonstrou preocupação com o andamento do processo e a possibilidade de soltura do acusado. “Não sei se preciso tomar algum procedimento mais sério, se devo contratar advogado, para que ele não seja solto. Porque ele estava tranquilo, trabalhando, como se não tivesse feito nada”, desabafou.

MC Bakka era presença conhecida no cenário musical de Ubatuba e também trabalhava como vendedor ambulante. Antes de ser assassinado, planejava deixar o litoral e recomeçar a vida em São José dos Campos, ao lado da companheira e do filho, em busca de novos projetos e estabilidade familiar.

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