Sábado, Março 7, 2026
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VÍDEO CHOCANTE EXPÕE DRAMA DE CASAL: oficial do Vale aparece com arma na cabeça horas antes de morte de policial militar

Um vídeo anexado ao processo que investiga a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, trouxe um elemento ainda mais perturbador ao caso que abala a segurança pública paulista. As imagens mostram o marido da vítima, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, com uma arma apontada para a própria cabeça após receber uma mensagem relacionada ao fim do relacionamento.

O registro audiovisual passou a integrar a investigação e ganhou peso diante das circunstâncias que envolvem a morte de Gisele, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, no bairro do Brás, região central da capital paulista. A policial chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de quarta-feira, dia 18.

O casal estava junto desde 2024 e, conforme relatos de familiares, vivia um relacionamento marcado por conflitos e tensões constantes. Ambos residiam em São Paulo por conta da atividade profissional, embora o oficial mantivesse também uma residência em São José dos Campos. Neto tem histórico de atuação no Vale do Paraíba, com passagens por batalhões de Taubaté e São José.

Inicialmente tratado como possível suicídio, o caso foi posteriormente reclassificado como homicídio pela Polícia Civil diante de novos elementos e contradições. O vídeo em que o oficial aparece com a arma contra a própria cabeça tornou-se uma das peças centrais do inquérito, ampliando as dúvidas sobre a dinâmica dos fatos e o estado emocional do casal nas horas que antecederam a tragédia.

A investigação agora aguarda laudos periciais considerados decisivos. Entre eles está o exame residuográfico, que detecta vestígios de pólvora nas mãos por meio de fita adesiva e reagentes químicos. Mesmo após lavagem das mãos, resíduos podem permanecer e auxiliar na reconstituição dos acontecimentos. Como ambos eram policiais militares e mantinham contato frequente com armas, a presença de vestígios é esperada nos dois, o que exige análise técnica minuciosa.

Outro ponto crucial será o estudo da trajetória do projétil e da distância do disparo, que pode indicar se houve disparo autoprovocado ou participação de terceiros. A perícia também analisa imagens de câmeras de segurança do prédio e realizou exames no local onde Gisele foi encontrada.

O boletim de ocorrência revela ainda um comportamento que chamou atenção dos investigadores. Após a esposa ser baleada, Neto tomou banho e trocou de roupa, mesmo com a orientação contrária dos policiais. Ele justificou a atitude afirmando que ficaria “por longo período fora” e precisaria se deslocar a diversos locais. A decisão pode ter impactado vestígios relevantes para a investigação.

Dias antes da morte, Gisele teria enviado uma mensagem ao pai pedindo ajuda. “Pai, vem me buscar porque eu não aguento mais a pressão”, escreveu, segundo relato da família. Ela manifestava intenção de se separar e pediu para ser retirada da residência. O pai chegou a se mobilizar, mas a policial recuou e informou que ainda conversava com o marido sobre o término.

Na versão apresentada até o momento à polícia, o tenente-coronel afirmou que sugeriu a separação durante uma conversa no quarto. Segundo ele, a esposa teria se trancado enquanto ele foi tomar banho. Em seguida, relatou ter ouvido um barulho e encontrado Gisele caída na sala, com a arma nas mãos e sangramento intenso. A família da vítima contesta a narrativa e sustenta que o relacionamento era marcado por forte instabilidade.

O corpo da policial foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passaram a ser realizados exames necroscópicos e toxicológicos. Os laudos devem esclarecer a trajetória do disparo, a distância do tiro e outros elementos técnicos que podem confirmar ou refutar a hipótese de suicídio.

A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão de todos os exames periciais para definir oficialmente as circunstâncias da morte. Enquanto isso, o vídeo que mostra o oficial com a arma na cabeça permanece como uma das evidências mais impactantes e intrigantes de um caso cercado de mistério, dor e versões conflitantes.

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