Laser verde contra o Águia: “brincadeira” quase termina em tragédia aérea em São José dos Campos
Um feixe de laser direcionado contra o helicóptero Águia da Polícia Militar mobilizou equipes e quase provocou um incidente grave em São José dos Campos. O caso ocorreu na noite de terça-feira (17), durante uma operação especial de Carnaval, quando a aeronave se preparava para pousar na base de aviação da PM. Um suspeito foi detido após a identificação do ponto de origem da luz.
De acordo com o boletim de ocorrência, o ataque partiu da rua Rubi, no bairro Jardim Paulista, região central da cidade. Por volta das 18h40, durante a aproximação final para o pouso, os tripulantes do helicóptero relataram a presença de um feixe de laser verde sendo lançado de forma insistente na direção da cabine, prejudicando a visibilidade e comprometendo a segurança da manobra.
Diante do risco, o procedimento de pouso precisou ser abortado imediatamente para que fosse possível identificar com precisão o local de onde partia o feixe. Com as informações repassadas pela equipe aérea, policiais do 1º Batalhão de Polícia Militar do Interior se deslocaram até o endereço apontado e localizaram o suspeito ainda com o equipamento em mãos.
A Polícia Militar informou ainda que a Torre de Controle de São José dos Campos foi comunicada sobre o ocorrido e confirmou que outra aeronave também havia sido atingida por feixes de laser, possivelmente vindos do mesmo ponto, ampliando a gravidade da situação.
O homem abordado foi conduzido à Central de Flagrantes, onde se identificou como José Carlos Furtado. Em depoimento formal, ele admitiu ter manuseado a caneta laser e confirmou que, em duas ocasiões, apontou o feixe na direção do helicóptero durante a aproximação para pouso. Ao ser questionado sobre a motivação, alegou que tudo não passava de uma “brincadeira”.
Uma caneta laser foi apreendida no local e o caso foi registrado como atentado contra a segurança de transporte aéreo, conforme prevê o artigo 261 do Código Penal. Apesar da gravidade da ocorrência e do risco potencial aos tripulantes e a terceiros, a autoridade policial entendeu que, naquele momento, não havia elementos suficientes para a prisão em flagrante ou indiciamento formal do suspeito. Foi determinada a elaboração do boletim de ocorrência para apuração detalhada dos fatos, com a coleta de provas e aguardo de laudos periciais que irão subsidiar as próximas medidas legais.


