Sábado, Março 7, 2026
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UM ANO DEPOIS: ATAQUE HACKER QUE ROUBOU QUASE R$ 500 MIL DA PREFEITURA DE SILVEIRAS SEGUE SEM CULPADOS

Um ano após o ataque hacker que atingiu diretamente os cofres públicos de Silveiras, no interior de São Paulo, o caso continua sem solução definitiva e sem responsáveis identificados. O crime virtual, que resultou no desvio de quase meio milhão de reais, segue sendo investigado, enquanto o município ainda sente os reflexos do prejuízo financeiro.

O episódio aconteceu em 12 de fevereiro de 2025, quando criminosos invadiram remotamente contas bancárias da Prefeitura de Silveiras vinculadas à Caixa Econômica Federal. Em poucas horas, foram desviados exatamente R$ 472.900,36 por meio de transferências fracionadas, estratégia que teria sido utilizada para dificultar a identificação imediata das operações suspeitas.

Ao menos oito contas da prefeitura foram acessadas de forma simultânea. Os valores retirados variaram entre R$ 10 mil e R$ 200 mil por conta. A ação só foi interrompida após uma funcionária perceber movimentações atípicas e acionar o setor financeiro, o que permitiu o bloqueio e a recuperação de cerca de R$ 90 mil. Mesmo assim, o prejuízo líquido ultrapassa R$ 380 mil.

Na época do ocorrido, o prefeito Edson Mota confirmou que se tratava de um ataque cibernético e classificou o episódio como uma invasão hacker às contas públicas. Segundo ele, não havia dúvidas de que a fraude foi praticada por criminosos especializados em golpes digitais. A administração municipal informou que o acesso foi realizado de forma remota, sem qualquer movimentação física nas agências bancárias.

Parte significativa do valor desviado estava vinculada a um convênio federal destinado a uma obra que já se encontrava em fase final de execução. Sem os recursos, a prefeitura enfrentou dificuldades para manter compromissos financeiros e honrar pagamentos a empresas contratadas, gerando impacto direto no andamento de projetos e serviços.

O caso foi comunicado à Polícia Federal e também à direção da Caixa Econômica Federal em Brasília. Inicialmente, a prefeitura manteve o episódio sob sigilo a pedido da instituição bancária, com o objetivo de não atrapalhar as investigações. Apesar das apurações, o destino final do dinheiro não foi divulgado e os autores do ataque seguem sem identificação pública.

Também não há definição sobre eventual ressarcimento dos valores desviados. O prejuízo continua pesando no orçamento do município e alimenta questionamentos sobre a segurança digital das contas públicas e sobre quem arcará com a perda milionária.

Um ano depois, o ataque hacker que abalou Silveiras permanece sem desfecho. Sem culpados apontados e sem a recuperação integral do dinheiro, o caso se tornou símbolo de um rombo que segue aberto nas finanças e na confiança da população.

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