Sábado, Março 7, 2026
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Casal preso com canetas emagrecedoras contrabandeadas em Pindamonhangaba é solto pela Justiça

O casal preso suspeito de vender canetas emagrecedoras contrabandeadas em Pindamonhangaba foi colocado em liberdade após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (11). A Justiça concedeu liberdade provisória a Camilla Cordeiro Santos da Silva e Geverson Ferreira da Silva, de 32 e 36 anos, mediante pagamento de fiança e cumprimento de medidas cautelares.

A decisão judicial estabeleceu o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil para cada um dos investigados. Além disso, o casal deverá comparecer a cada dois meses em cartório para justificar suas atividades e está proibido de mudar de endereço sem autorização da Justiça.

Os dois haviam sido presos em flagrante após investigação conduzida pela Polícia Civil, que teve início a partir de uma denúncia anônima repassada pela Polícia Federal. Segundo o boletim de ocorrência, os suspeitos adquiriam medicamentos em Foz do Iguaçu, no Paraná, com origem no Paraguai, e revendiam os produtos pela internet.

Durante a operação, os policiais encontraram 14 caixas do medicamento Tirzec 15 / Tirzepatida armazenadas na geladeira da residência do casal. Em depoimento preliminar, a mulher afirmou que realizava as vendas pelas redes sociais e alegou acreditar que o produto era legalizado.

Ela foi presa no imóvel onde os medicamentos foram apreendidos. Posteriormente, o companheiro compareceu à delegacia e também acabou detido. A suspeita da polícia é de que ele era responsável por adquirir os produtos em Foz do Iguaçu e trazê-los até Pindamonhangaba para a comercialização sem prescrição médica ou autorização sanitária.

De acordo com o delegado Rubens Garcia Neto, a própria investigada teria admitido saber que a prática era ilegal e apontado o companheiro como cúmplice no esquema. Segundo ele, independentemente de o produto ser original ou falsificado, a venda sem autorização e sem acompanhamento médico é proibida.

O delegado ressaltou que, caso os medicamentos sejam falsos, a situação se torna ainda mais grave por representar risco direto à saúde dos consumidores. Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia, que deverá apontar a procedência e autenticidade dos produtos.

O casal deve responder por crimes como contrabando e falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, cujas penas podem variar de 10 a 15 anos de prisão. A defesa dos investigados ainda não havia se manifestado até a última atualização do caso.

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