Sábado, Março 7, 2026
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Sob efeito de álcool e drogas, homem confessa ter matado namorada por asfixia em Lorena

Um homem de 35 anos se apresentou à Polícia Civil na madrugada desta terça-feira (3), em Lorena, e confessou ter matado a própria namorada por asfixia, utilizando um golpe conhecido como “gravata”. Em depoimento, ele admitiu que estava sob efeito de álcool e drogas no momento do crime.

O corpo de Flávia de Freitas Pereira, de 43 anos, havia sido encontrado no dia 22 de janeiro em avançado estado de putrefação dentro de um apartamento localizado na Rua Alexandre Ferreira Pedro Filho, na região central de Lorena. A morte foi constatada por uma equipe do Samu. À época, o caso foi registrado como morte suspeita com encontro de cadáver e passou a ser investigado.

A perícia técnica apontou que o corpo da vítima estava em um dos quartos do imóvel, próximo à cama, em posição de decúbito dorsal, com braços e pernas voltados para cima. Não foram encontrados sinais de arrombamento no local.

O proprietário do apartamento informou à Polícia Militar que o imóvel havia sido alugado por Flávia e pelo namorado, identificado inicialmente apenas como “Juliano”, que não foi localizado naquele momento.

Na madrugada desta terça-feira, alegando arrependimento, João Otávio Oliveira procurou a polícia e confessou o crime. Ele foi formalmente interrogado, informado de seus direitos constitucionais e teve a confissão registrada em boletim de ocorrência. A defesa do indiciado não foi localizada até o momento.

Segundo o relato, João Otávio afirmou que mantinha relacionamento íntimo com a vítima e que, após um reencontro recente, permaneceu cerca de dois dias na residência. Durante a madrugada, após uma discussão, associada ao consumo de bebidas alcoólicas e drogas, ele aplicou o golpe de asfixia, fazendo com que a vítima perdesse os sentidos.

Ainda de acordo com o depoimento, acreditando que Flávia estivesse apenas desacordada, ele amarrou um pano de chão no pescoço dela e deixou o local. O homem também confessou ter levado objetos da vítima, como televisão, aparelhos celulares e cartão bancário, que teriam sido usados ou trocados para a compra de drogas.

Após o crime, João Otávio afirmou que passou a viver em situação de rua, dormindo em locais públicos, e declarou não possuir residência fixa. Disse estar arrependido do que fez.

A autoridade policial considerou a confissão detalhada e compatível com os elementos colhidos na investigação, especialmente a presença do pano enrolado no pescoço da vítima e a inexistência de sinais de invasão no imóvel.

Com a confissão, o delegado responsável comunicou o caso ao Judiciário e deu prosseguimento ao inquérito, que agora apura o crime como homicídio qualificado, na modalidade feminicídio. Também foi solicitada a prisão temporária do indiciado.

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